Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
TRAMA
05.01.2025 | 09h47 Tamanho do texto A- A+

Ano começa com general na cadeia e militares na mira da Justiça

As invasões do 8/1 se aproximam de completar dois anos com a investigação da Polícia Federal

Camara Distrital

O delator Tenente-coronel Mauro Cid, que atuava como mensageiro do grupo

O delator Tenente-coronel Mauro Cid, que atuava como mensageiro do grupo

UOL

As invasões do 8 de Janeiro se aproximam de completar dois anos com a investigação da Polícia Federal sobre a trama golpista alcançando uma série de militares, alguns de alta patente. A lista contém generais do Exército, um ex-comandante da Marinha e até o ex-ministro da Defesa no governo Jair Bolsonaro.

 

General Braga Netto

 

Suspeito de ser o cabeça do grupo, está preso. É general de quatro estrelas, cargo hierárquico mais alto do Exército. Junto com o Augusto Heleno, chefiaria o gabinete de crise a ser instalado depois da intervenção militar.

 

General Augusto Heleno

 

A investigação aponta que ele teria pressionado para que a PF não cumprisse decisões judiciais. Ao lado de Braga Netto, comandaria o gabinete de crise, segundo passo na implementação do golpe.

 

Almirante Almir Garnier

 

Comandou a Marinha e teria colocado as tropas à disposição para um golpe, quando consultado por Jair Bolsonaro. Também defendeu os acampamentos na frente dos quartéis

 

General Paulo Sérgio Nogueira

 

Foi comandante do Exército e ministro da Defesa de Bolsonaro e teria pressionado oficiais das Forças Armadas a aderirem ao golpe. Também usou o ministério para sugerir, de forma incorreta, que o sistema eleitoral não era seguro

 

General Laercio Vergilio

 

Usou o peso de sua patente para convocar e pressionar a cúpula do Exército pelo golpe. Mensagens encontradas em seu celular chamavam o comandante do Exército de "covarde traidor da pátria"

 

General Mario Fernandes

 

Integrante dos chamados "kids pretos", trabalhava na Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro e teria planejado a operação "Punhal Verde Amarelo", que pretendia matar ou prender Alexandre de Moraes, além de assassinar Lula e Geraldo Alckmin

 

General Estevam Theophilo

 

À frente do Comando de Operações Terrestres, acionaria militares das Forças Especiais, os chamados "kids pretos". O general teria se encontrado com Bolsonaro e aceitado executar ações caso o ex-presidente "assinasse o decreto"

 

Coronel Cleverson Ney Magalhães

 

Oficial dos "kids pretos", teria participado da reunião que identificou a necessidade de "neutralizar" o ministro Alexandre de Moraes.

 

Tenente-coronel Rafael Martins

 

Era um dos "kids pretos" e seria o líder da operação "Copa 2022", feita para que Lula não tomasse posse. Junto com Mauro Cid, teria confeccionado um plano de golpe para ser apresentado a Braga Netto. Ele ainda monitorou Alexandre de Moraes durante dois meses.

 

Major Ailton Gonçalves

 

Já tinha sido preso na operação que apurava fraudes no cartão de vacinas de Bolsonaro. A investigação aponta que ele agia a mando de Braga Netto difamando o então comandante do Exército, que se opunha à intervenção militar.

 

Coronel Anderson Lima de Moura

 

De acordo com a PF, é um dos autores da carta redigida por militares depois da derrota de Bolsonaro nas eleições para pressionar oficiais das Forças Armadas a aderirem ao golpe.

 

Coronel Fabrício Bastos

 

Teria escolhido militares para participarem da reunião de 28 de novembro de 2022 em que o golpe teria sido planejado. Na época, trabalhava no Centro de Inteligência do Exército. Foi condecorado por Lula no ano passado

 

Tenente-coronel Mauro Cid

 

Seria uma espécie de mensageiro do golpe, intermediando a troca de informações entre diferentes núcleos que apoiavam a intervenção militar. Tornou-se delator.

 

Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima

 

Teria participação em várias frentes: disseminação de fake news sobre urnas eletrônicas, planejamento do golpe e monitoramento de Lula e Alexandre de Moraes.

 

Tenente-coronel Ronald Araujo Junior

 

É suspeito de participar das discussões da minuta golpista e revisar a carta usada para pressionar os oficiais das Forças Armadas. Teria coletado assinaturas de militares para dar mais peso à carta.

 

Subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues

 

Foi cedido à Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e teria espalhado informações falsas sobre os ministros do STF Luís Roberto Barroso e Luiz Fux para desacreditar o processo eleitoral

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