O vereador Jeferson Siqueira (PSD) quase não compareceu às sessões da Câmara Municipal no mês de novembro e a última em que compareceu foi há quase 20 dias.
As únicas sessões em que esteve presente foram as dos dias 4, 6 e 13. Após isso já ocorreram sessões nos dias 11, 18 (duas sessões, ordinária e extraordinária), e a desta terça (25), as quais ele faltou.
O sumiço começou alguns dias depois de seu assessor, o ex-servidor João Matheus França Pereira, de 26 anos, ter sido preso, no dia 31 de outubro. Ele era suspeito de envolvimento em um caso de furto e receptação de veículo e porte ilegal de arma de fogo na Capital (leia mais abaixo).
Como Jeferson justificou as faltas, alegando que estava fora da Câmara em razão de atividade parlamentar externa, em exercício da função, ele não terá a remuneração comprometida de acordo com o regimento interno da Casa.
Ele possui até 24h para justificar suas faltas. Caso não justificasse, perderia 1/8 da sua remuneração para cada ausência. As informações são da Secretaria de Gestão de Pessoas da Câmara.
Na sessão de terça-feira (25), a justificativa formal apresentada por Jeferson foi lida em plenário pela Mesa Diretora.
O salário dos vereadores é de R$ R$ 26 mil, além de R$ 26,4 mil de verba indenizatória, R$ 9,1 mil por desempenho e ainda R$ 3,1 mil em auxílio saúde. Com isso, o montante chega a R$ 64,6 mil por mês para cada parlamentar.
Segundo apurou a reportagem, o sumiço do vereador tem causado estranhamento entre os colegas. Jeferson foi procurado pelo MidiaNews, mas não respondeu os questionamentos.
Envolvimento em polêmicas
O período de faltas se iniciou alguns dias depois de seu assessor ser preso no dia 31 de outubro. Ele era suspeito de envolvimento em um caso de furto e receptação de veículo e porte ilegal de arma de fogo na Capital.
A Câmara exonerou João Matheus França Pereira na segunda-feira seguinte, 3 de novembro. O servidor foi preso após a empresa em que seu primo trabalhava como vistoriador denunciar o furto de um carro Volkswagen T-Cross do pátio.
A Polícia Militar chegou a este primo, que admitiu o furto e disse ainda que já cometeu outros crimes anteriormente. Os policiais também encontraram uma arma garrucha de calibre 32 e 23 munições de calibre 38, além de uma porção de maconha em uma casa noturna onde o suspeito era gerente. A Justiça soltou o ex-assessor do vereador no dia 4 de novembro e determinou medidas cautelares.
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