O deputado federal Coronel Assis (União) criticou a atuação da esquerda no debate sobre o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga um. Para ele, o tema tem sido tratado com viés eleitoral.

“Entendo que, na verdade, a esquerda tenta trazer um caráter eleitoreiro para um assunto que a sociedade brasileira entende que tem que ser discutido”, afirmou ele em entrevista à Jovem Pan News.
A discussão ganhou força nos últimos anos em meio a debates sobre qualidade de vida, produtividade e equilíbrio entre trabalho e descanso.
O modelo é comum em setores como comércio e serviços e a proposta de mudança envolve reduzir a quantidade de dias trabalhados consecutivamente, com possíveis ajustes na carga horária semanal.
Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 8/2025) que propõe acabar com a escala 6x1 e limitar a jornada de trabalho foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para análise de admissibilidade. Se aprovada na CCJ, a matéria seguirá para uma comissão especial e depois para votação em plenário.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, tem afirmado que a intenção é concluir a discussão sobre o tema até maio deste ano.
Parlamentares e partidos de esquerda se apossaram do tema e têm defendido publicamente a revisão do modelo, associando a pauta à valorização do trabalhador e à melhoria das condições de trabalho. A mudança na escala também tem sido amplamente discutido nas redes sociais e em mobilizações, o que ampliou sua visibilidade no cenário político nacional.
Para Assis, no entanto, qualquer mudança precisa ser precedida de estudos técnicos.
“É claro que estudos precisam ser feitos, análise de impacto tem que ser feita. Já temos alguns estudos que dizem que aumentará em cerca de 8% o custo por cada empregado que será contratado através de uma nova escala a ser definida no Brasil”, disse.
Segundo o deputado, o aumento do custo por empregado teria reflexos diretos na economia. Na avaliação do parlamentar, eventual elevação de custos acabaria recaindo sobre o consumidor.
“Não existe almoço de graça. Se aumenta o custo por empregado em 8%, esse valor será repassado no preço do produto. Quer seja no produto alimentício, ou no produto de serviço, ou, quem sabe, no setor de combustíveis também.”
“Tudo isso será repassado a quem realmente paga a conta, que é o brasileiro”, completou.
Veja vídeo:
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