O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos no território iraniano, segundo o Crescente Vermelho (Cruz Vermelha) do Irã.
Do total de 31 províncias da República Islâmica, 24 foram afetadas pelos ataques. Os números são referentes até a noite de sábado (28) no horário local.
A informação foi repassada pelo porta-voz do Crescente Vermelho, Mojtaba Khaledi, em um comunicado publicado pela agência de notícias iraniana Isna. Este é o primeiro balanço global do ataque lançado na manhã deste sábado divulgado pela imprensa oficial iraniana.
O ataque de Israel deixou mais de 80 mortos em uma escola no sul do Irã, informou a Justiça do país. Primeiro-ministro israelense disse que há sinais de que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, "não existe mais".
Benjamin Netanyahu, no entanto, não confirmou a morte do iraniano e ainda convocou a população iraniana a "inundar as ruas e terminar o trabalho", informou a Reuters. Um ataque teria ocorrido perto dos escritórios de Khamenei.
Ele não estava em Teerã, pois tinha sido transferido para um local seguro, informou uma fonte à agência Reuters. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Khamenei está vivo "até onde eu sei".
A imprensa estatal do Irã informou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança. O Comando Central dos EUA (Centcom) disse que não houve relato de baixas norte-americanas ou feridos relacionados ao combate. Em publicação no X, o comando afirmou que os danos do ataque iraniano às instalações americanas "foram mínimos e não afetaram as operações".
Eles alegam que se defenderam "com sucesso contra centenas de ataques de mísseis e drones iranianos". Entenda o caso Os Estados Unidos e Israel lançaram hoje um ataque coordenado contra o Irã, que declarou ter retaliado atacando bases militares americanas no Oriente Médio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o objetivo da ação era defender o povo americano. Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o território nacional. Autoridades iranianas morreram, segundo agências de notícias.
O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, general Mohammad Pakpour, e o ministro da Defesa iraniano, Amir Nasirzadeh, estariam entre as vítimas dos bombardeios israelenses, segundo a Reuters. Autoridades de Israel também sustentam que ambos morreram.
Sem citar nome, Araghchi disse que dois comandantes morreram nas ações, mas que os funcionários de alto escalão sobreviveram. Explosões também foram ouvidas em outras quatro cidades do Irã (Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah). As autoridades suspenderam o tráfego aéreo no país, enquanto serviços de telefonia e internet apresentam falhas graves, segundo jornalistas locais.
Nesta tarde, o Comando Central dos EUA confirmou que a operação contra o Irã começou à 1h15 da manhã (3h15 no horário de Brasília). O objetivo era desmantelar o aparato de segurança do regime iraniano, priorizando locais que representavam ameaça iminente.
Eles usaram munições de precisão lançadas do ar, terra e mar. Comando Central norte-americano ainda disse ter usado, pela primeira vez em combate, drones de ataques unidirecionais de baixo custo e uso único.
"A Operação Epic Fury [Fúria Épica] envolve a maior concentração regional de poder de fogo militar americano em uma geração", concluíram. Em resposta ao ataque, forças iranianas lançaram mísseis contra Israel, que imediatamente fechou o espaço aéreo e declarou estado de emergência.
Sirenes de alerta soaram no norte do país, embora não haja relatos de danos. Por precaução, escolas e prédios públicos em Jerusalém permanecerão fechados até a tarde de segunda-feira (2). A Força Aérea de Israel informou que interceptou mísseis do Irã. Israel detectou o ataque após tomar medidas de segurança contra possíveis retaliações.
"Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar as ameaças", informaram as Forças Armadas israelenses. Os alvos [do ataque] incluíam instalações de comando e controle da Guarda Revolucionária Islâmica, capacidades de defesa aérea iranianas, locais de lançamento de mísseis e drones, e aeródromos militares.
Irã retaliou instalações militares dos EUA, afirmou autoridade americana. Até o momento, foram alvejadas ao menos seis instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque. Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos afirmou em um comunicado que interceptou "mísseis balísticos iranianos".
O jornal "The New York Times" informou que, segundo a pasta, uma pessoa na capital, Abu Dhabi, morreu em decorrência da queda de destroços.
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