Cuiabá, Quarta-Feira, 7 de Janeiro de 2026
“NARCODITADOR”
05.01.2026 | 14h25 Tamanho do texto A- A+

Bancada celebra prisão e diz que Trump está “de olho” no Brasil

Deputados classificaram ação americana como "vitória" e criticaram postura da esquerda e de Lula

Montagem/Midianews

Os deputados Coronel Fernanda, Nelson Barbudo, Coronel Assis e Rodrigo da Zaeli

Os deputados Coronel Fernanda, Nelson Barbudo, Coronel Assis e Rodrigo da Zaeli

GIORDANO TOMASELLI
DA REDAÇÃO

Deputados federais de Mato Grosso foram às redes sociais neste fim de semana celebrar a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em uma operação coordenada pelo governo de Donald Trump no último sábado (3).

Os Estados Unidos não violaram a soberania de ninguém, simplesmente entrou na Venezuela, prendeu um narcotraficante, ditador, terrorista e sanguinário

 

Os parlamentares classificaram Maduro como um "narcoditador sanguinário" e aproveitaram para disparar críticas contra a esquerda brasileira e o governo do presidente Lula (PT).

 

O deputado Nelson Barbudo (PL) afirmou que a esquerda está "revoltada" com os Estados Unidos e que, em sua visão, a ação não feriu a soberania venezuelana, mas sim "libertou" o povo de uma tirania.

 

"O Lula já soltou uma nota de repúdio e o pessoal da esquerda está revoltado com a prisão. Os Estados Unidos não violaram a soberania de ninguém, simplesmente entrou na Venezuela, prendeu um narcotraficante, ditador, terrorista e sanguinário, não matou ninguém só soltou umas ‘bombinhas’ lá", afirmou o deputado, sem citar que a ação resultou em 40 mortes, segundo o The New York Times

 

Barbudo também defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência e disse que a ação de Trump serve de alerta para quem tenta "transformar o Brasil em uma Venezuela".

 

"Alguém que esteja se preparando e achando que vai transformar o Brasil numa Venezuela já levou um susto. Está com as calças quase arreadas sabendo que os Estados Unidos não vão permitir isso. Em 2026, a eleição será nossa, porque defendemos Deus, pátria, família e liberdade", acrescentou.

 

Já Coronel Fernanda (PL), relembrou que visitou a fronteira com a Venezuela e disse que país vive crise humanitária e política. Segundo ela, decisão de Trump foi importante para devolver democracia ao país.

 

"De todos os parlamentares de Mato Grosso, fui a única que esteve recentemente em Pacaraima, na fronteira entre Brasil e a Venezuela, em missão oficial, e pude ver de perto o sofrimento do povo venezuelano. O que acontece naquele país é triste e vergonhoso. A decisão do presidente Donald Trump foi importante nesse sentido. É triste ver famílias separadas e vidas destruídas por um regime que nega direitos básicos", disse ao MidiaNews.

 

O deputado Coronel Assis (União) destacou o impacto humanitário da queda de Maduro. Segundo ele, o mundo agora comemora o fim de um regime responsável por um dos maiores êxodos populacionais da história recente da América Latina.

 

"Hoje, o mundo livre comemora a prisão de um narcoditador sanguinário responsável por milhares de venezuelanos deixarem seu país por falta de condições de sobrevivência. Graças a Deus, hoje temos um dia de vitória do mundo livre e democrático. Fora Maduro!", disse Assis.

 

A esquerda sul-americana comandada por Maduro e outros líderes deixa muito a desejar e só quer a destruição do seu povo

 

O deputado ainda criticou a esquerda sul-americana, afirmando que líderes alinhados ao regime venezuelano "só querem a destruição".

 

“A esquerda sul-americana comandada por Maduro e outros líderes deixa muito a desejar e só quer aí a destruição do seu povo. Vejam o que estava acontecendo na Venezuela”, encerrou. 

 

Já o deputado Rodrigo da Zaeli (PL) reforçou que o governo de Maduro não era meramente autoritário, mas sim uma "organização criminosa" que utilizava a máquina estatal para o narcotráfico e a corrupção sistêmica.

 

"O governo de Maduro é o uso da plataforma do Estado para incentivar a corrupção sistêmica. Aliado ao narcotráfico, tem feito seu povo sofrer há anos. Soberania não é desculpa para ditadura", disse Zaeli.

 

"Sempre começa com frases bonitas, controle de narrativas, aparelhamento das instituições e associação ao Judiciário. Acabam intimidando quem pensa diferente", afirmou, fazendo referência ao governo Lula no Brasil.

 

Veja:

 

 

 

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