O delegado André Monteiro, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, afirmou que Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, de 52 anos, mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Almeida (União), confessou crimes de estelionato na cidade denunciados pelo filho.

Até o momento, 22 vítimas registraram boletim de ocorrência contra Adriana, que montou uma rede para conseguir empréstimos de investidores para uma suposta empresa que, segundo ela, prestaria serviços à Prefeitura de Livramento. Para dar "ar de legalidade" ao esquema, ela utilizava indevidamente a imagem e o cargo do prefeito.
Segundo o delegado, a mulher confessou que o negócio nunca existiu e que servia apenas para captar recursos de pessoas próximas para bancar um vício em jogos de apostas.
"Era toda uma enganação para ludibriar pessoas. O que se levantou na investigação era que ela estava bastante endividada em decorrência de vícios em jogos", afirmou o delegado ao SBT Comunidade, nesta terça-feira (6),
Entre os lesados estão vizinhos, prestadores de serviço, amigos de longa data e até parentes.
“Ela se apresentou com a advogada, foi interrogada e confessou. A versão que apuramos bate com a confissão dela, que é justamente a prática desses delitos. Ela confessa que boa parte desses credores são vítimas de crimes de estelionato e outra parte são pessoas que emprestaram dinheiro para ela”, disse Monteiro.
Após o depoimento, a mulher foi liberada. A Polícia Civil concluiu a investigação e enviou ao Poder Judiciário o inquérito policial. Agora, cabe ao Ministério Público Estadual dar prosseguimento com o inquérito para oferecer a denúncia formal à Justiça.
Delegado isenta prefeito
O delegado disse que o prefeito de Livramento, ao que tudo indica, não teve participação ou conhecimento dos crimes praticados pela mãe.
"Todas as vítimas isentaram o prefeito. O prefeito agiu espontaneamente e o consideramos como vítima de falsa identidade, por ter tido o nome utilizado de maneira indevida", explicou.
A investigação também descartou a participação de terceiros ou cúmplices nas ações de Adriana. Em seu depoimento, ela ainda alegou que parte do dinheiro captado era para pagar dívidas com "credores" que cobravam juros abusivos, o que configura agiotagem, que é crime no Brasil.
Segundo André Monteiro, agora isso fará parte de uma segunda investigação que será encaminhada para a delegacia específica, para verificação de crimes de usura.
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