O deputado estadual Eduardo Botelho (União) admitiu que a formação de chapas competitivas para a disputa eleitoral tem levado partidos a evitarem a entrada de parlamentares com mandatos.

Segundo ele, as siglas temem que a presença de deputados eleitos e reeleitos – e com nomes testados nas urnas - desestimule novas candidaturas.
Botelho, que irá buscar a reeleição para a Assembleia Legislativa em outubro, relatou que não recebeu convite de outras legendas para deixar a União Brasil.
“Quem que me quer? Dizem que tem gente querendo. Eu não conheço ninguém que quer. Ninguém me quer, ninguém quer o Dilmar [Dal Bosco] também. Não adianta você pensar que sim, não quer”, disse.
“Ninguém quer o Júlio Campos, ninguém quer o Sebastião Rezende. Nós temos que ficar aqui mesmo”, completou.
"Não venha para cá"
De acordo com o parlamentar, os presidentes dos partidos têm deixado claro que a prioridade é montar chapas equilibradas, com espaço para novos nomes. Ele afirma que, em alguns casos, a orientação tem sido justamente evitar a chegada de deputados já conhecidos.
“Muito pelo contrário, sabe o que eles falam? ‘Não venha para cá, aqui está montada uma chapa, está dando tudo certo. Se você vier para cá pode desarrumar’”, relatou.
O União Brasil tem feito reuniões recorrentes para que a montagem de chapas, pois está tendo dificuldades. Segundo Botelho isso não é exclusividade da sigla, e citou o número de deputados do Republicanos em Mato Grosso.
“Pensa no Republicanos: quantos deputados tem lá? Tem Valmir Moretto, tem Nininho, tem Diego Guimarães, tem Doutor Eugênio e talvez o Chico Guarnieri. Já tem cinco. É complicadíssimo. Todos estão tendo problemas, então não é só nós”, afirmou.
As chapas para deputado estadual devem até 25 nomes, sendo que um terço dos candidatos devem ser mulheres.
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