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07.03.2026 | 16h52 Tamanho do texto A- A+

Delegado “linha dura” se filia ao Podemos para disputar federal

Frederico Murta disse que irá focar em propostas de leis contra facções criminosas

Reprodução

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Frederico Murta, que é pré-candidato a deputado federal

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Frederico Murta, que é pré-candidato a deputado federal

DA REDAÇÃO

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Frederico Murta, filiou-se ao Podemos durante ato político realizado na manhã deste sábado (6), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

 

À frente da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e com mais de 15 anos de atuação na segurança pública, Murta se apresentou como pré-candidato a deputado federal e afirmou que pretende levar ao Congresso o debate sobre o endurecimento da legislação brasileira no combate às facções criminosas.

 

Em seu discurso, o delegado afirmou que a decisão de ingressar na política nasceu da experiência acumulada na atuação direta de enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a vivência diária nas ruas e nas operações revelou os limites da atuação policial diante de uma legislação que, em sua avaliação, precisa ser modernizada para responder com mais firmeza à expansão das facções criminosas no país.

 

O delegado destacou que, ao longo desses anos, acompanhou de perto o impacto da atuação desses grupos sobre famílias, comunidades e, principalmente, jovens recrutados pelo crime. Segundo ele, apesar do esforço diário das forças de segurança, o enfrentamento acaba limitado pelas brechas existentes na legislação brasileira.

 

“Há 15 anos, lido diretamente com a segurança pública, vendo de perto a destruição que as facções causam. Mas antes de ser policial, sou cidadão, sou pai e enfrento ameaças diariamente. Em nosso trabalho policial não falta dedicação, energia, não falta garra. Mas somos limitados pela legislação”, afirmou.

 

Entre as pautas que pretende defender no Congresso Nacional, o delegado citou o endurecimento das leis contra o crime organizado, o fortalecimento dos instrumentos de investigação e punição e a abertura de debates considerados sensíveis, como a revisão de normas relacionadas à responsabilização penal de adolescentes envolvidos em crimes graves.

 

“Entendi que para mudar o jogo é preciso estar nele. A legislação é que permite que um juiz passe a mão na cabeça de um bandido depois que ele é preso pela polícia. A legislação é que chama de menino, um criminoso de 16, 17 anos que mata e estupra. Mas vejo que é possível mudar esse cenário”, disse.

 

Segundo o delegado, a decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal surgiu também da percepção de que muitos profissionais da segurança pública não se sentem representados nas discussões legislativas sobre o tema.

 

Ao encerrar o discurso, o delegado afirmou que pretende levar para o Congresso a mesma postura adotada ao longo da carreira policial, marcada pelo enfrentamento direto ao crime organizado.

 

“Vou fazer o que sempre fiz, que é cumprir uma missão. O palco da guerra agora passa a ser outro, mas o inimigo continua sendo o mesmo”, concluiu.

 

Trajetória 

 

Frederico Murta, 41 anos, é delegado da Polícia Civil de Mato Grosso desde 2014 e atual titular da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), unidade responsável por operações de alto risco no estado. Com trajetória marcada pelo combate ao crime organizado, já atuou em unidades estratégicas como a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e na Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).

 

Murta foi o primeiro e único policial civil de Mato Grosso a concluir a formação para oficiais de Segurança Pública na tradicional National Academy do FBI, nos Estados Unidos. Ao longo da carreira, destacou-se na coordenação de diversas operações policiais de grande complexidade e alto risco, com resultados expressivos no enfrentamento às facções criminosas.

 

Professor da Academia da Polícia Civil (Acadepol-MT) e coautor do livro Tratado Contemporâneo de Polícia Judiciária (2022), foi reconhecido no Censo 2025 como destaque entre os delegados de polícia do Brasil.

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