O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que Mato Grosso deverá registrar ampla mobilização de lideranças em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa à Presidência da República.

Ao comentar articulações nacionais entre conservadores, Abilio foi categórico ao dizer que em Mato Grosso não há espaço para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Até os da oposição estão querendo pedir voto para o Flávio também, porque está difícil pedir voto para o Lula aqui no Estado de Mato Grosso, aqui a esquerda não se cria”, afirmou.
A declaração foi dada ao ser questionado sobre um encontro recente entre Flávio e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), interpretado por aliados como sinal de pacificação entre grupos da direita que poderia se refletir em Mato Grosso.
Isto porque no Estado o PL e o Republicanos devem disputar a eleição para Governo em campos opostos, tendo com pré-candidatos o senador Wellington Fagundes e o vice-governador Otaviano Pivetta, respectivamente.
Abilio minimizou qualquer racha entre os partidos em relação ao nome de Flávio na disputa e disse acreditar que as divergências eleitorais em Mato Grosso também não devem enfraquecer esse apoio ao PL na eleição a nível nacional.
“Não se trata de uma possível paz, nunca teve guerra. O Tarcísio sempre esteve junto com a gente dentro desse projeto, o Nikolas sempre esteve junto com a gente dentro desse projeto, o PL junto com o Flávio Bolsonaro está em um projeto de unificação daqueles que concordam com a mudança necessária que o nosso país precisa e todos estão somando junto”, disse.
“Não tem essa divergência a nível nacional. E aqui no Estado de Mato Grosso, nós teremos a maioria dos candidatos pedindo voto ao Flávio Bolsonaro, assim que for iniciada a campanha. Acredito que terá o governador Pivetta pedindo voto ao Flávio Bolsonaro, assim como o Wellington Fagundes também pedirá”, completou.
Sem vínculo petista
Em tom crítico à esquerda e ao presidente Lula, Abilio reforçou que lideranças locais evitam se vincular ao petista em Mato Grosso, justamente por ser um Estado com maioria bolsonarista.
Ele citou como exemplo o MDB, partido que integra a base do governo federal, afirmando que até membros da sigla no Estado estariam inclinados a apoiar o senador.
“Mato Grosso é diferente, aqui a esquerda não tem chance. É difícil de alguém querer falar que vai pedir voto para o Lula e se lançar candidato aqui”.
“É só se queira ser proporcional, aí quer ganhar uma vaga de deputado, ou uma outra vaga de alguma outra coisa, porque como é minoria mesmo, o voto percentual proporcional, ele consegue eleger, às vezes, um ou outro representante parlamentar”, afirmou.
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