Cuiabá, Terça-Feira, 24 de Março de 2026
OPERAÇÃO POLICIAL
17.09.2024 | 16h00 Tamanho do texto A- A+

Empresa acusada de esquema na Saúde funciona em quitinete

Lume Divinum, criada em 2013, tem um capital social em R$ 40 mil e é acusada de desvio milionário

Victor Ostetti/MidiaNews

Prédio de quitinetes onde funciona a a empresa suspeita Lume Divinum

Prédio de quitinetes onde funciona a a empresa suspeita Lume Divinum

CÍNTIA BORGES E PIETRA NOBREGA
DA REDAÇÃO

A empresa Lume Divinum Comércio e Serviços de Informática, alvo de busca e apreensão pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (17), acusada de participar de ume esquema para desviar R$ 3,9 milhões dos cofres da Saúde de Cuiabá, funciona em um conjunto de quitinetes no Bairro Jardim Leblon, na Capital.

 

A reportagem foi até o local, que fica em um rua calma do bairro, e conta com doze apartamentos - veja imagens aéreas feitas pelo drone do MidiaNews abaixo.

 

Segundo o apurado, a quitinete de número 03 é a única que não é usada como moradia.

 

Os agentes da Polícia Civil chegaram por volta das 5 horas e vasculharam o local, onde foram recolhidos computadores e documentações. 

 

"Eu moro em uma quitinete no andar de cima, mas não percebi nenhuma movimentação. Só sei que o proprietário do local foi chamado para acompanhar o trabalho da polícia", disse um morador. 

 

A Operação Athena investiga suspeita de contratação direta ilegal da Empresa Cuiabana de Saúde Pública com a empresa de informática.  

 

A Lume é uma empresa criada em 2013 e tem um capital social em R$ 40 mil. Segundo o próprio site da empresa, presta serviços de tecnologia da informação para a “proteção e gerenciamento do seu negócio”. 

 

A reportagem entrou em contato com o dono da Lume Divinum, Selberty Artênio Curinga, que também foi alvo da operação, e ele disse ter acompanhado todo o cumprimento do mandato. O empresário, no entanto, disse que não irá se pronunciar sobre a operação.

 

Veja vídeo:

 

 

A investigação

 

A investigação, chefiada Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), ainda investiga crimes de peculato (quando funcionário público pratica crime contra a administração pública) e associação criminosa.

 

A pedido da Polícia Civil, a Justiça proibiu a Prefeitura de realizar nova contratação direta, sem certame público, de serviços de instalação e configuração de CFTV (câmeras de monitoramento) e controle de acesso e serviços de locação de impressoras.

  

O que se sabe é que a Justiça de Mato Grosso determinou o sequestro de bens e o bloqueio de R$ 3,9 milhões dos alvos. 

 

Os investigados tiveram afastamento de cargos decretados pela Justiça de Mato Grosso, e ainda são alvos de outras medidas cautelares como a proibição de manterem contato entre si; acessarem as dependências administrativas da Saúde de Cuiabá; se ausentarem da Comarca sem autorização judicial e entrega dos passaportes.

 

Os alvos

 

Os alvos da Operação Athena são: Gilmar de Souza Cardoso (ex-secretário-adjunto de Gestão na Saúde de Cuiabá), Rosana Lidia de Queiroz, Celio Rodrigues da Silva (ex-secretário) e Paulo Sérgio Barbosa Rós (secretário-adjunto de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá).

 

Ainda, Eduardo Pereira Vasconcelos (ex-diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública), Vinicius Gatto Cavalcante Oliveira, Juarez Silveira Samaniego (Secretário de Meio Ambiente), Nadir Ferreira Soares Camargo da Silva, Lauro José da Mata e o empresário Selberty Artênio Curinga, dono da Lume Divinum.

 

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Victor Ostetti/MidiaNews

Fachada Lumen Divinum

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