A deputada federal Gisela Simona (União) afirmou que o apoio à candidatura do vice-governador, Otaviano Pivetta, ao Governo do Estado é visto como a "sucessão natural" dentro do partido.
Segundo a parlamentar, o compromisso com Pivetta vem sendo construído desde a reeleição do governador Mauro Mendes (União), baseando-se na lealdade demonstrada pelo vice ao longo de dois mandatos.

Para ela, a tendência interna é que a ampla maioria do União Brasil permanecerá firme em torno do nome de Pivetta para o pleito de 2026. Com isso, uma candidatura própria, do senador Jayme Campos (União) seria descartada.
“O apoio ao Otaviano Pivetta é algo que, desde a reeleição do governador Mauro Mendes, isso se cogita dentro do grupo, que em tese é a sucessão natural. Alguém que foi vice por dois mandatos seria o nosso candidato a governador. Ele sempre foi leal ao Mauro, ao grupo do Mauro e ao próprio União. Então, é algo natural”, disse em entrevista ao MidiaNews.
“A tendência, inicialmente, pelo menos com a grande maioria firmada, é o apoio ao Otaviano Pivetta”, acrescentou.
"Fato novo"
A deputada classificou o interesse do senador Jayme Campos em disputar o comando do Palácio Paiaguás como um "fato novo". Segundo ela, enquanto a candidatura de Pivetta já era debatida desde 2022, o senador só mostrou interesse no fim de 2025.
"É de conhecimento público que o interesse do senador Jayme para ser governador é algo mais novo, que surgiu aí do finalzinho do ano de 2025 pra cá. Então, é algo que ainda não tinha sido discutido dentro do grupo”.
“Essa situação passou a ser nova dentro daquilo que normalmente estava ocorrendo ali dentro, de já ter esse compromisso com Pivetta. Então é um fato novo e vai ter que ser decidido”, completou.
A parlamentar lembrou ainda que, com a consolidação da federação partidária entre o União Brasil e o Progressistas (PP), as definições exigirão um acordo estreito entre as siglas.
Gisela alertou que a ausência de um consenso regional pode levar a questão para as instâncias nacionais ou até mesmo para uma disputa interna em convenção. Apesar do impasse, ela negou que Jayme esteja sendo "escanteado", reforçando que o senador possui serviços prestados e legitimidade para pleitear qualquer cargo.
“Com a federação agora se firmando, é algo que tem que ter um acordo entre o União e o PP. Se nós não tivermos um acordo aqui poderá haver uma intervenção da [direção] nacional nesse contexto, ou até mesmo uma discussão em convenção”, afirmou.
“Eu não vejo escanteamento [do Jayme], porque é a sucessão natural, o que desde o início se tinha imaginado. Como não houve uma colocação pública do senador nesse sentido, a ideia inicial que nós tínhamos era o Pivetta como governador, tanto o Mauro vindo a Senado com o Jayme”, encerrou.
Veja o vídeo:
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