A presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, classificou como “indigesta” a aprovação pela Câmara Municipal de um empréstimo de R$ 139 milhões para a Prefeitura da Capital.

A medida foi barrada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) até que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) prove os impactos financeiros do recurso no caixa do Palácio Alencastro e o custo-benefício da medida.
Segundo Emanuel, o recurso seria destinado à obra do Contorno Leste e Mercado do Porto, além da pavimentação de ruas e instalação de placas solares.
Para Gisela, o principal temor seria de que o valor, caso liberado, seja "desviado" pela atual gestão.
“Sou contra esse empréstimo, totalmente indigesto. Estamos em uma situação fiscal delicada no Município", afirmou ela, na última semana, em entrevista à rádio CBN Cuiabá..
"O dinheiro é carimbado para determinada situação, mas quando cai na fonte, acaba servindo para qualquer outra coisa e qualquer desvio, como os vários que já aconteceram em Cuiabá”, acrescentou.
A deputada considerou tardia a solicitação de empréstimo e defendeu que o próximo prefeito, que assume em 2025, decida sobre a medida.
Além disso, Gisela afirmou que, caso o empréstimo realmente ocorra, o município corre o risco de ter déficit orçamentário.
“Como quem vai pagar é o próximo gestor, que ele decida as prioridades daqui para frente e tome o rumo. Se o prefeito quisesse tanto terminar a construção do Mercado do Porto, asfaltar as ruas, teria feito nos seus quase oito anos de mandato”, disse.
“Não fez, não é agora nos últimos seis meses que fará. É isso que entendo e tenho muito receio que o dinheiro saia nessa gestão, porque temos o risco de ficar com o déficit e não ter o serviço feito”, completou.
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1 Comentário(s).
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| RICARDO 14.08.24 09h31 | ||||
| E eu achando que o empréstimo, era para tapar os buracos da cidade... kkkkkkkk | ||||
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