O secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto, se reúne, nesta quinta-feira (7), com líderes do Fórum Sindical, que representa os servidores públicos estaduais, para apresentar uma série de medidas adotadas pelo Governo para enfrentar a crise econômica.
Entre as mudanças mais polêmicas estão a alteração - do dia 30 para o 10º dia útil de cada mês - da data de pagamento da folha de salários, e a mudança do pagamento do 13º salário para os dois últimos meses do ano.
Atualmente, uma parcela do 13º salário é paga no mês de aniversário do servidor e a segunda no mês de dezembro.
Ainda entre as propostas de mudança está o parcelamento do último pagamento da reposição inflacionária salarial (Revisão Geral Anual) de 2014.
No ano passado, Taques dividiu a reposição de 6,22%, em duas parcelas de 3,11%, pagas em maio e em novembro. Já o retroativo referente à correção inflacionária do período entre esses meses seria pago em janeiro de 2016.
“Todas as propostas discutidas são em função do cenário fiscal, do cenário brasileiro e do cenário de Mato Grosso. Temos a responsabilidade de adotar medidas que visem, acima de tudo e sob qualquer circunstância, ao pagamento em dia da folha dos servidores”, disse Modesto ao MidiaNews, nesta quarta-feira (6).

Algumas das mudanças já tinham sido apresentadas em uma reunião em dezembro. Outras serão oficialmente apresentadas nesta quinta-feira.
Segundo o secretário, a troca da data de pagamento da folha salarial é devido ao fato de que o período compreendido entre os dias 7 e 10 de cada mês ser o de maior fluxo no caixa do Estado.
“Tudo o que está sendo pensando, tudo o que está sendo planejado e discutido visa, prioritariamente, ao pagamento da folha em dia. E tudo isso devido às incertezas do cenário econômico. Mas, estamos fazendo isso com muita cautela, muita serenidade”, afirmou.
“É importante falar disso depois desse encontro, porque não tenho como antecipar a proposta sem antes dialogar com os servidores e representantes sindicais. O governador chegou de viagem na terça-feira, está a par desse encontro, vai dar o tom dessa reunião e definir qual será a proposta do Estado. Mas, tudo construído com o Fórum Sindical”, disse o secretário.
Quanto ao novo parcelamento do RGA, Modesto afirmou que o Governo ainda não descartou a possibilidade de quitar os valores ainda neste mês, como acordado anteriormente com os servidores.
“O mês de janeiro é muito ruim, do ponto de vista de arrecadação. Então, queremos abrir uma discussão sobre a possibilidade de parcelamento desse pagamento. Mas isso é uma discussão aberta com o sindicato”, afirmou.
“Estamos fazendo todas as análises com as secretarias de Planejamento e de Fazenda. Aquilo que for possível de ser cumprido neste exercício será cumprido. Vamos falar com eles sobre LOA, sobre despesas, sobre RGA. E tomaremos, a partir daí, algumas definições importantes”, disse.

Impasse
O presidente do Sinterp (Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural de Mato Grosso), Gilmar Brunetto, disse acreditar que a troca da data de pagamento da folha não será um impasse.
No entanto, o sindicalista disse que os colegas servidores dificilmente irão aceitar o parcelamento do RGA.
“O que o Estado não pode é trocar essa data de imediato. Porque todos os servidores já têm a sua programação de pagamento entre os dias 2 e 3. Acredito que, se o Governo der um prazo de 90 dias, não teria nenhuma dificuldade dos servidores aceitarem essa proposta”, afirmou.
“Mas a questão do parcelamento do RGA, acredito que não será aceita. Mas queremos que eles oficializem isso, vamos levar para a base e eles é que vão decidir. Inicialmente, cada sindicato vai fazer a sua assembleia com a mesma pauta, depois o Fórum Sindical vai chamar uma assembleia geral”, completou.
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20 Comentário(s).
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| Armindo de Figueiredo Filho 07.01.16 11h17 | ||||
| Sr. Secretário!!!..... Nós, servidores, não temos nada a ver com Função do cenário fiscal e do cenário brasileiro e do cenário de Mato Grosso. Se todos esses cenários chegaram a esses patamares, de quem é a culpa???? Claro.... dos gestores que não tiveram a sensibilidade e competência para planejar e controle dos gastos públicos. Ultrapassaram a LRF. Porque deixaram estourar???? Agora... não vem o governo,com essa de 'MEDIDAS IMPOPULARES E DESCONFORTÁVEIS" Chega de "tapa na cara" dos servidores públicos | ||||
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| Leandro 07.01.16 10h37 | ||||
| QUERO RECEBER A REPOSIÇÃO INFLACIONÁRIA! INPC DO ANO PASSADO FOI ACIMA DE 10%! NÃO PODE NEM SER COGITADA A POSSIBILIDADE DE NÃO RECEBER ISSO INTEGRALMENTE! SINDICATOS, AGORA É A HORA DE VOCÊS MOSTRAREM PARA QUE SERVEM! ESTAMOS TODOS DE OLHO!" | ||||
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| Beto 07.01.16 10h35 | ||||
| Senhor governador quanta chorumela com quem contribui para seus bolsos estarem cheios! Quanta falta de respeito aos pais e mães de família que já estão abarrotados de impostos e não tem mais de onde ser sacrificados. Para com isso. Aqui tem muito entendedor de finança e leitor de diário oficial. | ||||
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| Sheila 07.01.16 10h31 | ||||
| E os deputados convocados, 25 mil cada, para trabalhar ??? Quais projetos relevantes (que estão travando o Estado) eles irão votar ? Se não o fizerem o que acontecerá ? Não poderia esperar o retorno normal dos trabalhos ? Para que a Convocação num momento de "crise" e arrocho pra todo o lado??? será que os deputados estão em outro estado ou outro país ??? isso é uma Vergonha mesmo, da nojo. | ||||
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| celso luis 07.01.16 10h19 | ||||
| As eleições esta chegando é hora de nós darmos um troco, começando com os vereadores, tirar todos o que estão lá, acorda meu povo. | ||||
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