O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suposta falta de investimento e efetivação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Mato Grosso.

Pivetta lembrou que em 2023, primeiro ano da gestão petista, os executivos estaduais foram convocados pelo Palácio do Planalto para listar obras estruturantes e prioritárias nos estados para que fossem incluídas no programa.
Foram indicadas as obras da Ferrogrão, ferrovia que irá ligar Sinop ao porto de Miritituba (PA); e da BR-158 e BR-242. Segundo Pivetta, os pedidos não foram contemplados.
“Pedimos para que o governo delegasse a BR-158 pro Estado fazer e até hoje não conseguimos. Se o Governo Federal quiser entregar todas as rodovias federais e deixar Mato Grosso andar com as suas próprias pernas, nós queremos. Eu gostaria muito”, disse em entrevista à CBN Cuiabá.
“Nós temos capacidade de cuidar do nosso território e o governo federal mais atrapalha que ajuda em Mato Grosso. Não tem PAC, não tem nada. O que pedimos, não tem notícia nem satisfação”, completou.
Ao lançar o Novo PAC, a gestão Lula estimou um investimento de R$ 60 bilhões em quatro anos em Mato Grosso, entre obras nos municípios e no estado.
“Só promete e enrola”
Aos moldes do que ocorreu com a concessão da BR-163 em Mato Grosso, Pivetta afirmou que o Executivo pode assumir outras rodovias.
“Com a força do Estado, com um Governo decente e que tem compromisso com a população nós começamos a assumir tudo. Se o Governo Federal mandar tudo para nós e se afastar: muito obrigado! Vai fazer muito bem pro estado de Mato Grosso”, disse.
“Não conseguimos fazer a BR-158, porque o Governo Federal não faz. Só enrola e promete”, completou.
As obras para duplicação e melhorias da BR-163, um dos principais corredores para escoamento de grãos o país, foram assumidas pelo Governo de Mato Grosso em 2023 após comprar a concessionária Nova Rota do Oeste.
Durante a entrevista, Pivetta destacou que as melhorias só foram feitas por iniciativa da gestão Mauro Mendes, que pagou a dívida da empresa (à época administrada pela Odebrecht) e assumiu a concessão por meio da MT Par.
“O Governo Federal nunca fez. Privatizou, a empresa privada não cumpriu, e foi para caducidade a concessão. [Se o Estado não assumisse] nós estaríamos vendo nossos irmãos e irmãs mato-grossenses morrendo nessa rodovia, como a vida inteira aconteceu. Nós interrompemos isso”, disse.
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2 Comentário(s).
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| Léo Campos 06.02.26 11h36 | ||||
| Cachaceiro não tem dinheiro nem pro municípios que votaram nele, imagine outros estados, quebraram o país faz o L bando debiloides | ||||
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| Josemar 06.02.26 10h54 | ||||
| CONCORDO PLENAMENTE COM O PIVETA | ||||
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