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25.01.2026 | 17h55 Tamanho do texto A- A+

Júlio afirma que “chapa da morte” dificulta eleição no partido

O deputado admitiu que o grupo tem tido dificuldade em atrair liderança; União tem 4 deputados à reeleição

Victor Ostetti/MidiaNews

O deputado estadual Júlio Campos afirmou que o partido está fazendo acordo para atrair nomes

O deputado estadual Júlio Campos afirmou que o partido está fazendo acordo para atrair nomes

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que a federação entre União Brasil e Progressistas enfrenta grande dificuldade para montar chapa competitiva de candidatos a deputado estadual nesta eleição.

 

Estamos com dificuldade porque não tem muita perspectiva. O pessoal fala: Vou entrar lá para que? Já que tem Júlio, Dilmar, Botelho e Sebastião, que tem 35 mil, 40 mil votos

Segundo ele, o principal entrave é a “chapa da morte” do União Brasil, que tem quatro parlamentares fortes e com alta votação buscando a reeleição.

 

“Das 25 vagas que nós temos, ficaria 10 para o PP e nós temos que definir 15 candidatos. Estamos com dificuldade porque não tem muita perspectiva. O pessoal fala: Vou entrar lá para que? Já que tem Júlio [Campos], Dilmar [Dal'Bosco], [Eduardo] Botelho e Sebastião [Rezende], que tem 35 mil, 40 mil votos”, afirmou em entrevista à TV Pantanal.

 

Para tentar viabilizar a formação da chapa, o União Brasil tem buscado lideranças municipais e oferecido apoio político futuro.

 

Júlio explicou que o partido tem se comprometido a apoiar eventuais candidaturas a prefeito, vice-prefeito ou vereador nos municípios como forma de estimular a participação.

 

Mesmo assim, reconheceu que a manutenção de quatro cadeiras na Assembleia Legislativa ocorre “com muita dificuldade”.

 

Outro fator que tem prejudicado a federação, segundo Júlio, é a saída do deputado estadual Paulo Araújo, único representante do PP na Assembleia, que decidiu deixar a federação e se filiar ao PRD, partido ligado ao empresário Mauro Carvalho.

 

Além de deixar o partido, Paulo levou os aliados que tinha no PP, o que enfraqueceu as indicações do partido.

 

“O PP tinha uma chapa muito bem feita, mas 80% dessa chapa vai acompanhar o Paulo Araújo para o PRD. Ele leva os seus parceiros e nós estamos com dificuldade de montar a chapa do União Brasil”, disse.

 

Diante do cenário, o deputado defendeu que o União Brasil tenha candidatura própria ao Governo do Estado como estratégia de sobrevivência política.

 

Segundo ele, essa é a única forma de garantir a manutenção das atuais bancadas.

 

“Se coligarmos e apoiarmos o Otaviano Pivetta, quem vai fazer a maioria dos deputados é o Republicanos, porque as lideranças querem estar próximas ao governador”, afirmou.

 

“Por isso defendo, se o partido quiser sobreviver e manter as duas cadeiras de federal e as quatro de estadual temos que ter candidatura própria a governador”.

 

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