O ex-secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior (PRD), criticou a impunidade no Brasil como um dos fatores que impulsionam a atividade do crime organizado. Ele fez a avaliação ao ser questionado sobre a necessidade de leis mais duras para punir crimes.

O governador Mauro Mendes (União Brasil) tem criticado e lamentado a falta de uma legislação com penas maiores ou mais restritivas para barrar o crime organizado e outros crimes, que se alastram no formato de atividades empresariais e até entre instituições públicas.
“A impunidade que existe nesse país faz com que aumente o crime organizado. A verdade é essa. Nós precisamos realmente ter leis muito mais duras”, disse em entrevista ao MidiaNews.
“O Congresso Nacional tem que realmente ter essa iniciativa, já que a gente começa a partir daí a inibir os crimes que acontecem no país”, disse o ex-secretário sobre efeito das mudanças necessárias.
Ele utilizou o exemplo de um caso quando era secretário da Casa Civil no governo estadual, sobre uma apreensão no posto policial na saída de Cuiabá para Chapada dos Guimarães, quando foram apreendidos 300 quilos de maconha no porta-malas em um carro de uma pessoa.
“Vi que a pessoa ficou muito nervosa. Abriu o porta-malas do carro, tinha 300 quilos de maconha ali dentro. Na mesma hora ele foi encaminhado. No dia seguinte ele teve a audiência de custódia e foi solto”, contou. “As leis aqui são muito brandas”, lamentou.
Outros países
O ex-secretário Mauro Carvalho fez uma comparação com outros países, onde, segundo ele, há “punição extremamente dura”. Ele citou o caso de um amigo que mora há 20 anos nos Estados Unidos, e voltava para casa, 21 horas, e fez ultrapassagem em uma via de mão dupla.
“Ele passou um caminhão numa faixa dupla. E não sabe de onde surgiu um carro de polícia. Ele só não foi preso, não foi para a Corte Suprema para responder um processo naquele momento, porque era o dia do aniversário dele”, disse segundo orientação do policial ao amigo dele.
Segundo o relato de Mauro Carvalho, o policial multou o amigo dele e orientou o infrator a comparecer na Justiça em 20 dias a fim de responder ao processo por aquela ultrapassagem.
“E ele foi responder em juízo essa multa, pagou realmente não sei quantos mil dólares de multa, por essa irregularidade que ele cometeu. Uma punição dura”, comparou o ex-secretário.
Ele explicou que a multa e processo do amigo foram por fazer ultrapassagem em uma via de faixa dupla. “Ele colocou em risco a vida de terceiros que poderiam vir no sistema contrário. Mas não estava vindo ninguém no sistema contrário, não tinha um movimento, não importa”, disse.
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