O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que a federação entre União Brasil e Progressistas enfrenta grande dificuldade para montar chapa competitiva de candidatos a deputado estadual nesta eleição.

Segundo ele, o principal entrave é a “chapa da morte” do União Brasil, que tem quatro parlamentares fortes e com alta votação buscando a reeleição.
“Das 25 vagas que nós temos, ficaria 10 para o PP e nós temos que definir 15 candidatos. Estamos com dificuldade porque não tem muita perspectiva. O pessoal fala: Vou entrar lá para que? Já que tem Júlio [Campos], Dilmar [Dal'Bosco], [Eduardo] Botelho e Sebastião [Rezende], que tem 35 mil, 40 mil votos”, afirmou em entrevista à TV Pantanal.
Para tentar viabilizar a formação da chapa, o União Brasil tem buscado lideranças municipais e oferecido apoio político futuro.
Júlio explicou que o partido tem se comprometido a apoiar eventuais candidaturas a prefeito, vice-prefeito ou vereador nos municípios como forma de estimular a participação.
Mesmo assim, reconheceu que a manutenção de quatro cadeiras na Assembleia Legislativa ocorre “com muita dificuldade”.
Outro fator que tem prejudicado a federação, segundo Júlio, é a saída do deputado estadual Paulo Araújo, único representante do PP na Assembleia, que decidiu deixar a federação e se filiar ao PRD, partido ligado ao empresário Mauro Carvalho.
Além de deixar o partido, Paulo levou os aliados que tinha no PP, o que enfraqueceu as indicações do partido.
“O PP tinha uma chapa muito bem feita, mas 80% dessa chapa vai acompanhar o Paulo Araújo para o PRD. Ele leva os seus parceiros e nós estamos com dificuldade de montar a chapa do União Brasil”, disse.
Diante do cenário, o deputado defendeu que o União Brasil tenha candidatura própria ao Governo do Estado como estratégia de sobrevivência política.
Segundo ele, essa é a única forma de garantir a manutenção das atuais bancadas.
“Se coligarmos e apoiarmos o Otaviano Pivetta, quem vai fazer a maioria dos deputados é o Republicanos, porque as lideranças querem estar próximas ao governador”, afirmou.
“Por isso defendo, se o partido quiser sobreviver e manter as duas cadeiras de federal e as quatro de estadual temos que ter candidatura própria a governador”.
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