O deputado federal Nikolas Ferreira encerrou neste domingo (25) em Brasília a caminhada que iniciou na última segunda-feira (19) num protesto pela anistia de Jair Bolsonaro (PL).
O ato que foi planejado para recepcionar o parlamentar, numa área central da capital federal, acabou ofuscado por um raio que atingiu o local e deixou pelo menos 72 feridos, sendo 30 encaminhados a hospitais.
A direita apostava no ato para mobilizar os apoiadores a pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) pela libertação do ex-presidente, preso após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado.
Apenas Nikolas discursou no ato. O Pastor Silas Malafaia, que estava previsto para ir, não compareceu. No seu discurso, o parlamentar mandou recados ao STF (Supremo Tribunal Federal) e à cúpula do Congresso, e ignorou as vítimas da descarga atmosférica no local.
"Uma pessoa que tem sido omissa neste país, que chama Davi Alcolumbre. Nós queremos, Davi, a instalação da CPMI do INSS e da CPMI do Banco Master", afirmou Nikolas.
Nikolas saiu de Paracatu na segunda-feira (19) rumo a Brasília com o objetivo de fazer um ato pela anistia de Jair Bolsonaro (PL) e para pressionar para que ele ao menos seja transferido do regime fechado para o regime domiciliar.
"Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você. Lula, o Brasil não tem medo de você", gritou do alto de um carro de som para que os apoiadores repetissem. O deputado também mandou recado aos próprios apoiadores para que não descessem à Esplanada para evitar que houvesse tumulto.
"Ninguém, absolutamente ninguém deve descer na Esplanada", disse. A primeira-dama Michelle Bolsonaro não compareceu ao ato. No lugar, ela encontrou Nikolas cedo na manhã deste domingo (25) em um local onde eles pernoitaram, onde fez uma oração com os apoiadores. Depois, justificou que precisava fazer almoço ao marido. Flávio Bolsonaro também não foi, por estar em Jerusalém, mas declarou apoio ao ato nas redes sociais.
O ato foi criticado pela esquerda. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que Nikolas foi irresponsável durante a caminhada e que vai pedir à PF que investigue a responsabilide do deputado e organizadores pelo incidente com o raio.
"[Nikolas] Saiu caminhando pela BR-040 sem comunicar PRF, DNIT ou autoridades competentes, fechou pista, ocupou a via, teve até helicóptero pousando na borda da estrada. Brincou com a vida das pessoas", reclamou.
A caminhada reuniu pessoas de diferentes regiões, que iniciaram o trajeto em pontos distintos. A reportagem conversou com participantes que chegaram de bicicleta e também a pé, muitos deles carregando cartazes com frases como "Fora Lula!", "Fora Moraes!" e "Acorda Brasil!".
À medida que o ato avançava, outros manifestantes aguardavam nas proximidades da praça do Cruzeiro, vestindo camisetas amarelas e verdes e exibindo faixas com pedidos pela saída do presidente e do ministro do STF Alexandre de Moraes.
O público era diverso, com a presença de adultos, crianças, idosos e pessoas com deficiência, incluindo cadeirantes. Com a chegada do deputado Nikolas Ferreira e de outros parlamentares, parte dos participantes subiu em árvores e cadeiras para tentar vê-los e acompanhar o discurso.
No entorno, ambulantes vendiam camisetas com a frase "Acorda Brasil" e faixas com slogans do movimento. Durante o ato, os manifestantes fizeram orações, cantaram o Hino Nacional e entoaram palavras de ordem repetidas pelo deputado, como "Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você" e "Lula, o Brasil não tem medo de você".
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