O deputado federal José Medeiros (PL) quase foi expulso de uma oitiva da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS após discutir e chamar o colega de Câmara Paulo Pimenta (PT-RS) de mentiroso, nesta segunda-feira (23).

Medeiros interrompeu a fala do parlamentar, o que levou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a ameaçar retirá-lo do plenário.
Os ânimos já estavam exaltados, com troca de acusações entre governistas e oposição. Medeiros já havia feito intervenções sobrepondo-se à fala de colegas, como quando acusou o presidente da comissão de “abrir precedentes”. Quando Pimenta passou a relacionar integrantes do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Banco Master, investigado na CPMI, Medeiros voltou a se irritar e interrompeu novamente.
“Por que razão dois ministros do governo Bolsonaro são diretores do Banco Master? Por que razão um dos diretores é casado com ex-secretária-geral do governo Bolsonaro? Que relações são essas que permitem que esse banco tenha captado títulos podres e o Banco Central não tenha feito nada?”, disse Pimenta.
“Estão aqui as digitais que provam: Bolsonaro é filho do esquema criminoso que esta investigação vai deixar claro”, acrescentou o petista. Nesse momento, Medeiros reagiu: “Lave a sua boca, seu mentiroso”.
Em seguida, Carlos Viana interveio e ameaçou expulsar Medeiros. “Por gentileza, deputado, numa próxima oportunidade eu vou pedir a Vossa Excelência que se retire do plenário. Vossa Excelência vai ter que sair”, afirmou.
Medeiros interrompeu o presidente e disse que não deixaria o plenário caso fosse expulso.
“Eu não vou sair. O senhor vai ter que fazer que nem o Flávio Dino, me tirar com a polícia daqui. Eu não vou diminuir meu mandato porque o senhor quer ficar do lado da esquerda”, rebateu.
Viana não respondeu e suspendeu a sessão por cinco minutos. Apesar do incidente, Medeiros não foi expulso.
A oitiva ouvia Ingrid Pikinskeni Santos, esposa de Cícero Marcelino, assessor da Conafer, investigada por participação em fraudes no INSS. Segundo as investigações da CPMI, a entidade foi responsável por desvios superiores a R$ 100 milhões.
Marcelino foi preso em novembro, durante operação da Polícia Federal que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Ingrid negou ter conhecimento das movimentações financeiras das empresas das quais é sócia com o marido e não respondeu à maioria das perguntas.
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