Cuiabá, Sábado, 29 de Novembro de 2025
MANOBRA DO GOVERNO
29.11.2025 | 08h00 Tamanho do texto A- A+

Medeiros denuncia blindagem a “Bessias” e critica troca de membros em CPMI

Messias, atual advogado-geral da União, é o indicado por Lula ao Supremo

Victor Ostetti/MidiaNews

Ilustração

DA REDAÇÃO

O deputado federal José Medeiros (PL) acusou a base governista de promover uma manobra para impedir a convocação de Jorge Messias, o “Bessias”, durante os trabalhos da CPMI do INSS. A crítica veio após aliados do governo substituírem, de última hora, membros da comissão que analisaria o requerimento.

 

Jorge Messias, atual advogado-geral da União e indicado por Lula ao Supremo, ganhou notoriedade após o vazamento de áudios da Lava Jato em que Dilma Rousseff informava que enviaria a ele o termo de posse de Lula como ministro da Casa Civil para garantir foro privilegiado e evitar sua prisão.

 

Segundo Medeiros, a comissão estava pronta para votar a convocação quando, “como de costume”, os aliados do governo substituíram parlamentares para impedir o avanço do pedido. Para ele, a movimentação revela uma tentativa explícita de blindar Messias.

 

“Quando a verdade ameaça aparecer, a base aliada troca os membros da comissão como quem troca peça de tabuleiro, como quem troca de roupa. Isso não é técnica, é blindagem. Blindagem com endereço certo”, afirmou.

 

O parlamentar ressaltou que a convocação tinha como objetivo cobrar esclarecimentos sobre decisões da AGU que atingem diretamente o produtor rural e a segurança jurídica no campo.

 

“Para muita gente esse assunto parece distante, mas para Mato Grosso não é. O campo depende de estabilidade e transparência. Quando o governo age para impedir que um indicado ao Supremo dê explicações, o recado é simples: transparência só vale para os outros. As explicações eram muito importantes, e impedir isso é um alerta para todos que defendem equilíbrio institucional”, completou.

 

O deputado também criticou a atuação de parte da bancada mato-grossense no Senado, afirmando que há parlamentares que preferem “manter a lanterna apagada” diante de conflitos institucionais. Para ele, esse episódio na CPMI diz mais sobre o funcionamento do sistema político em Brasília do que sobre o próprio ministro.

 

“Mato Grosso precisa refletir que tipo de voz quer no Senado: uma que aceita o jogo como está ou uma que enfrenta esse sistema que opera no escuro. A grande verdade é que boa parte da nossa bancada quer a lanterna apagada, mas quando chega em Mato Grosso faz outro discurso. Em 2026, teremos a oportunidade de trocar esse povo da lanterna apagada. Mato Grosso não pode ser coadjuvante enquanto fecham as portas para a verdade. O produtor não pode ser expectador enquanto Brasília faz manobras para esconder respostas”, concluiu.

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