O governador Mauro Mendes (União) questionou e relativizou o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ao pré-candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL), que se reuniu neste sábado ( 7) com o ex-mandatário.
“Eu não ouvi isso do Bolsonaro, estou ouvindo isso do Wellington, mas eu já ouvi outras coisas do Bolsonaro também. Mas cabe a ele [Bolsonaro] ou a um porta-voz direto dele falar sobre isso”, disse durante filiação do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, e seu grupo político ao Podemos, em Cuiabá.
Mendes apoia ao Governo seu vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Ambos estiveram na filiação de Max ao novo partido.
O governador minimizou a declaração do senador Wellington Fagundes (PL) de que seria o candidato ao Governo apoiado pelo ex-presidente nas eleições de 2026.

Segundo Mendes, apoios políticos não são determinantes para resolver os problemas do Estado.
“Nunca vi apoio resolver os problemas. Quem resolve os problemas é quem está sentado com a caneta na mão”, afirmou à imprensa durante o evento de filiação do Podemos, em Cuiabá, no Hotel Fazenda Mato Grosso.
A fala do governador foi dada após Wellington visitar Bolsonaro e afirmar que teria o respaldo do ex-presidente para disputar o Governo de Mato Grosso.
Antes, conforme o MidiaNews deu em primeira mão, o comunicado de Bolsonaro era para apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que o pré-candidato de Mendes para sua sucessão.
Questionado se essa informação de Wellington poderia prejudicar o projeto de Pivetta no Estado, o governador ponderou que não ouviu a declaração diretamente do ex-presidente.
“Eu não ouvi isso do Bolsonaro, estou ouvindo isso do Wellington, mas eu já ouvi outras coisas do Bolsonaro também. Mas cabe a ele [Bolsonaro] ou a um porta-voz direto dele falar sobre isso”, disse.
Apesar de relativizar o impacto do eventual apoio, o governador reconheceu a liderança política do ex-presidente, mas afirmou que a decisão do eleitorado passa por critérios de gestão.
“Temos que reconhecer a liderança que ele tem, mas eu tenho certeza que os mato-grossenses vão julgar. Não é o apoio de Mauro Mendes, não é o apoio de Lula, não é o apoio de Bolsonaro. Quem vai estar administrando o Estado de Mato Grosso é quem vai estar sentado naquela cadeira”, disse.
Mendes ainda afirmou que, em sua avaliação, o apoio político por si só não garante capacidade de governar.
Ele destacou que o eleitor deve avaliar o perfil e a capacidade administrativa dos candidatos na disputa pelo Palácio Paiaguás.
“Tem que olhar a experiência, a competência, a honestidade e a capacidade, que é isso que vai determinar o futuro daquilo que vai acontecer em Mato Grosso”, completou.
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