O governador Mauro Mendes (União) afirmou nesta segunda-feira (13) que o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça (TJ-MT), cometeu um equívoco ao defender a continuidade dos mercadinhos nos presídios de Mato Grosso.

É que o Governo do Estado enviou o Projeto de Lei 2041/2024 à Assembleia Legislativa para endurecer os procedimentos de segurança nos presídios e desativar o funcionamento de comércios nas unidades.
A proposta, entretanto, foi alterada na quarta-feira (08), após Perri reunir-se com parlamentares e o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário. Apesar de ter sido aprovado, o texto suspendeu a extinção dos mercadinhos.
“O Estado fornece quatro refeições por dia lá dentro, balanceadas, custa caro. Não tem por que ter mercadinho lá como já existia e que vendia uísque, cerveja, cigarro, docinho... Não tem que ter isso. Se o cara quer beber uísque, cervejinha, cigarrinho, comidinha boa, fique aqui fora trabalhando e seja um cidadão honesto”, considerou.
“O desembargador merece todo o nosso respeito, tem muita história dentro do Tribunal, mas acho que ele está equivocado nesse ponto. Ninguém acerta sempre. Nesse ponto, ele está errado”, acrescentou.
O governador ainda disse que celulares entram ilegalmente nos presídios porque os visitantes os escondem nas refeições levadas aos detentos. Mendes, então, garantiu que trabalhará para endurecer as leis penais.
“Mandamos uma lei, foi aprovada, nessa semana vamos ter que discutir porque eu estava acabando com o tal “mercadinho”. Onde já se viu? Mercadinho para preso ficar comprando o que quer lá dentro, entrando com celular no meio de comida... Estamos endurecendo de todos os lados que podemos e vamos continuar”, pontuou.
“Trocamos o comandante-geral da PM, criamos a Secretaria de Justiça para ter mais foco no sistema prisional para que, quando um criminoso for preso, ele vá cumprir pena e não para fazer crimes como vem acontecendo em muitos lugares de Mato Grosso e do Brasil”, avaliou.
Ele, por fim, considerou que o Governo do Estado oferece boas condições aos presidiários e por isso os mercadinhos não são essenciais.
“Vai para o presídio, o Estado tem que tratar bem. O Estado dá quatro refeições por dia, mas não tem que ter regalia. Vou conversar na quarta-feira com a equipe de segurança, terá reunião com o comitê do Tolerância Zero, vamos discutir esse assunto e decidir o que faremos em relação a isso”, completou.
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1 Comentário(s).
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| Reis 13.01.25 20h37 | ||||
| Que governador porreta, esse sim pensa na população mato grossense, preso é preso quer regalia seja uma pessoa digna e honesta... Parabéns governador de mato grosso. | ||||
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