A instalação da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, para investigar a suposta quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Ralf Leite (PRTB), completa nesta quinta-feira (9) dois meses. Com uma arrancada de "cavalo paraguaio", a comissão inicialmente deu uma largada impressionante, mas, hoje, vem se arrastando, principalmente, devido a uma decisão judicial.
A batalha agora para levar um relatório da comissão ao plenário depende mais dos tramites judiciais, do que a vontade dos próprios membros da Comissão de Ética. Já que todos os trabalhos do comitê foram suspensos temporariamente por determinação judicial, do juiz substituto da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, Marcelo Souza de Barros, no dia 19 de março, a pedido dos advogados de defesa de vereador.
Antes da decisão do juiz Marcelo Souza de Barros, os advogados de Ralf impetraram, no dia 16 de março, o mesmo mandado de segurança no Fórum de Cuiabá, mas o juiz Alberto Ferreira, da Terceira Vara Cível Especializada da Fazenda Pública, negou o pedido de liminar para suspender o processo.
Sobretudo, os membros da Comissão de Ética, vereadores Everton Pop (PP) e Domingos Sávio (PMDB), respectivamente presidente e relator do processo, solicitaram ao jurídico da comissão que entrasse com ação judicial para reverter à situação. Ação essa que foi feita, mas devido a morosidade do judiciário, os vereadores ainda não obtiveram uma resposta. Lembrando, que no pedido de Ralf Leite a Justiça se pronunciou em seu favor com dois dias.
Com essa interferência judicial, nos trabalhos do Legislativo, que pode levar a perda do mandato do vereador Ralf Leite - pivô de um escândalo sexual na região com Zero KM, em Várzea Grande, quando foi flagrado por militares com um travesti de 17 anos, na madrugada do dia 6 de fevereiro - está parado e o prazo final para conclusão dos trabalhos correndo, que é de 90 dias após a instalação do processo.
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1 Comentário(s).
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| Denir 07.04.09 22h54 | ||||
| isso no mostra o despreparo dos vereadores , com toda a acessoria juridica a qual o vereadores tem direto como parlamentar e assim mesmo cometem erros banais na processo de investigação , isso não deixa de ser ríduculo . | ||||
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