O prefeito de Nossa Senhora do Livramento (42 km de Cuiabá), médico Thiago Gonçalo Lunguinho de Almeida (União), revelou nesta segunda-feira (5) ter sido vítima de um esquema de estelionato praticado pela própria mãe, Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, de 52 anos.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Estelionato, apontam que Adriana utilizava o cargo do filho para ganhar credibilidade com investidores. Pelo menos 22 pessoas já registraram boletins de ocorrência e, segundo o prefeito, todas o isentaram de qualquer participação.
"Provei por A mais B que sou tão vítima quanto os demais. Mesmo sendo minha mãe, e isso dói muito pra mim, a justiça deve ser feita. Ela envolveu pessoas honestas e trabalhadoras que viram nas propostas oportunidades de melhoria de vida. Ela acabou destruindo sonhos e famílias e isso não pode ficar impune", desabafou o gestor.
Segundo o relato de Thiago à polícia, a mãe se aproximava das vítimas oferecendo negócios de alta lucratividade. No início, ela cumpria o combinado com valores baixos para ganhar confiança e com o tempo, passava a captar quantias maiores, alegando que os negócios tinham o respaldo do filho prefeito.
A denúncia aponta ainda que Adriana teria falsificado assinaturas em folhas de cheque de Thiago e produzido montagens de conversas de WhatsApp para simular o apoio do prefeito às transações.
O dinheiro, conforme as investigações, seria destinado a alimentar uma dependência patológica em jogos de azar.
Thiago relatou que tentou internar a mãe diversas vezes em clínicas de reabilitação devido ao vício em jogos. Ao perceber que o filho buscava a internação compulsória, Adriana fugiu e encontra-se em local desconhecido.
Mesmo foragida, ela bloqueou contatos de credores e do filho, mas continua publicando fotos de "vida normal" em seus status de rede social.
Adriana, ao saber que o filho levou o caso às autoridades, registrou um boletim de ocorrência contra o prefeito e solicitou uma medida protetiva, que foi inicialmente acatada pela Delegacia da Mulher.
Thiago, que foi criado pelos avós paternos desde os cinco anos, entregou à polícia extratos bancários e prints que comprovariam sua inocência e sua iniciativa de denunciar os crimes assim que tomou conhecimento das fraudes.
A Delegacia de Estelionato segue ouvindo as vítimas e analisando a movimentação financeira da suspeita.
Veja:
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