O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) decidiu suspender a greve que começaria nesta quarta-feira (21), após desembargador Rodrigo Roberto Curvo declarar o movimento como ilegal.
O Sinjusmat havia decidido pela greve após os deputados estaduais manterem o veto do governador Mauro Mendes (União) ao reajuste de 6,8% para a categoria.
Os sindicalistas, porém, afirmaram que vão recorrer da decisão. Eles não descartam acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).
“Nós vamos recorrer, vamos agravar e, se precisar, subir para Brasília, assim como a gente tem feito com algumas decisões no TJ”, disse a presidente em exercício do sindicato Geane Teles, nesta quarta-feira (21).
Na decisão, além da suspensão da greve, Curvo proibiu também qualquer bloqueio, impedimento ou acesso ao trabalho no Poder Judiciário dos servidores que não aderirem à greve.
Vitória Gomes/MidiaNews
Servidores do Judiciário fazem manifestação em frente da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (21)
Ele ainda autorizou o desconto do salário dos dias parados dos servidores que aderirem à greve, mesmo os que não são sindicalizados. E fixou multa de R$ 200 mil por dia ao sindicato em caso do descumprimento da decisão.
Para a presidente do sindicato, as medidas impostas pelo desembargador são arbitrárias e ilegais. “A multa fixada em R$ 200 mil é uma forma de coibir todos os sindicatos. Ela é arbitrária, porque já existe um entendimento do Supremo Tribunal Federal que não pode ser feito dessa forma”.
Votação da RGA
Mesmo com a decisão, diversos servidores do Poder Judiciário e do Poder Executivo estão nesta quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa para cobrar reivindicação de perdas salariais de anos anteriores.
Deputados votam, em sessão extraordinária, nesta quarta-feira (21), outro reajuste: da Revisão Geral Anual (RGA), que prevê 4,26% no salários dos servidores públicos do Executivo.
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