A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, prometeu trabalhar para combater as deepfakes e o uso inadequado de inteligência artificial nas eleições de 2026.

Deepfake é uma técnica de inteligência artificial que cria ou altera vídeos, áudios ou imagens para simular pessoas dizendo ou fazendo algo que nunca ocorreu.
Segundo Serly, caso detectado o uso dessa ferramenta, o político ou eleitor será penalizado.
“[Vamos combater] Da maneira que a gente fez na eleição anterior. Porque esses recursos já haviam, já era do conhecimento público e o Tribunal se posicionou. Julgou cada um, cada denúncia, cada processo que foi identificado o uso dessa da inteligência artificial de forma negativa. Foi corrigido e foi penalizado”, afirmou à imprensa nesta quarta-feira (21).
Com acesso facilitado por meio da internet e alto realismo, as deepfakes são vistas como uma das principais ameaças para o processo eleitoral, já que facilitam a propagação de desinformação.
Em razão disso, a presidente afirmou que a principal abordagem do TRE para combater o mau uso da inteligência artificial será com a propagação de informação ao eleitor.
Ela explicou que é necessário que as pessoas tenham conhecimento do que cada ferramenta é capaz de fazer e como identifica-las, para evitar cair em uma fake news.
“Vamos desenvolver produtos que esclareçam o eleitorado, o que é deepfake, o que não é, quais são os tipos de atenção que o eleitor tem que ter. Nós vamos ter esses produtos para informar a população”, disse.
“A informação combate a ignorância. A informação combate o crime muito mais do que a repressão. Então, a gente tem que ter uma informação clara, transparente, eficiente, uma linguagem que chegue para o jovem eleitor, para o idoso, para as famílias”, acrescentou.
Veja o vídeo:
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