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22.05.2025 | 09h04 Tamanho do texto A- A+

TRE diz que terá mecanismos para combater deepfake no pleito

Técnica de IA cria ou altera vídeos e áudios, o que pode contribuir para a disseminação de mentiras

MidiaNews

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Serly Marcondes Alves

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Serly Marcondes Alves

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, prometeu trabalhar para combater as deepfakes e o uso inadequado de inteligência artificial nas eleições de 2026.

 

A informação combate a ignorância. A informação combate o crime muito mais do que a repressão

Deepfake é uma técnica de inteligência artificial que cria ou altera vídeos, áudios ou imagens para simular pessoas dizendo ou fazendo algo que nunca ocorreu.

 

Segundo Serly, caso detectado o uso dessa ferramenta, o político ou eleitor será penalizado.

 

“[Vamos combater] Da maneira que a gente fez na eleição anterior. Porque esses recursos já haviam, já era do conhecimento público e o Tribunal se posicionou. Julgou cada um, cada denúncia, cada processo que foi identificado o uso dessa da inteligência artificial de forma negativa. Foi corrigido e foi penalizado”, afirmou à imprensa nesta quarta-feira (21).

 

Com acesso facilitado por meio da internet e alto realismo, as deepfakes são vistas como uma das principais ameaças para o processo eleitoral, já que facilitam a propagação de desinformação.

 

Em razão disso, a presidente afirmou que a principal abordagem do TRE para combater o mau uso da inteligência artificial será com a propagação de informação ao eleitor.

 

Ela explicou que é necessário que as pessoas tenham conhecimento do que cada ferramenta é capaz de fazer e como identifica-las, para evitar cair em uma fake news.

 

“Vamos desenvolver produtos que esclareçam o eleitorado, o que é deepfake, o que não é, quais são os tipos de atenção que o eleitor tem que ter. Nós vamos ter esses produtos para informar a população”, disse.

 

“A informação combate a ignorância. A informação combate o crime muito mais do que a repressão. Então, a gente tem que ter uma informação clara, transparente, eficiente, uma linguagem que chegue para o jovem eleitor, para o idoso, para as famílias”, acrescentou.

 

Veja o vídeo:

 

 

 

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