Primeira-secretária da Câmara de Cuiabá, vereadora Katiuscia Manteli (PSB) rebateu críticas sobre a propositura de seis Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Casa e garantiu que as investigações terão resultados concretos.
Segundo Katiuscia, as propostas de investigações são sobre casos atuais e, por isso, devem ser aprovadas. Das seis investigações, cinco miram irregularidades na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
"Os vereadores têm essa prerrogativa, e principalmente, os novos vereadores estão com um anseio muito grande de mostrar serviço. Sabemos que há muito para ser investigado. Estamos falando de assuntos atuais e de interesse desta legislatura", afirmou Katiuscia.
Das seis proposituras, duas delas já foram instaladas. A primeira, é a CPI da CS Mobi, que que apura possíveis irregularidades no contrato de concessão do estacionamento rotativo da Capital; e a segunda é a CPI da Fiação de Energia e Telefonia, que investiga o abandono e a regularização dos fios nos postes da Capital.
Questionada sobre a possibilidade de alguma comissão terminar em “pizza”, que no jargão popular quer dizer que não resultam em punições aos agentes investigados, Katiuscia disse que os parlamentares estão “comprometidos” com os temas propostos.
"Nós temos visto o comprometimento dos vereadores. Eles darão início às comissões e vão querer concluir com um resultado que realmente mude algo, que tenha impacto positivo na vida do cuiabano", disse.
Além das duas instaladas, há ainda outras quatro proposituras. São elas: a CPI da irregularidade na regulação fundiária, proposta pelo vereador Tenente Coronel Dias (Cidadania); a CPI das Irregularidades Financeiras da gestão Emanuel Pinheiro (2017-2024); CPI dos Débitos Previdenciários, de autoria de Dilemário Alencar (União); e a CPI do Transporte Municipal, solicitada pela vereadora Samantha Iris (PL).
As propostas estão em análise jurídica pela Procuradoria Geral da Casa e depois passarão pelo crivo da presidente da Câmara, Paula Calil (PL).
Ela poderá instalar apenas mais três comissões, já que conforme o regimento da Casa de Leis, apenas cinco grupos de investigações podem atuar simultaneamente.
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