A vereadora Michelly Alencar criticou a proibição de se desfiliar do União Brasil e disse que ela está servindo somente de “número” para completar a cota feminina do partido na disputa pela Assembleia Legislativa, nas eleições deste ano. O número mínimo é estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Michelly buscava liberação do União para disputar uma vaga na Assembleia pelo Partido Novo. Ocorre que a atual janela para troca partidária, que acontece neste mês, libera apenas políticos com mandato estadual e federal, não vereadores. Com isso, o União Brasil barrou todos os vereadores do Estado a trocarem de partido.
Para ela, a forma como algumas articulações vêm sendo conduzidas passa a impressão de que sua presença na chapa estadual serviria apenas para cumprir ‘cota’.
“Até agora, a maneira que está sendo conduzindo é que a vereadora Michelly serve apenas como um número de cota que é o obrigatório para mulheres. A conotação é: ‘A gente quer você aqui para ajudar a eleger quem a gente quer, a gente não quer você para ser eleita’”, disse ela na manhã desta quinta-feira (12).
“Se eu fosse uma das peças dentro dessa construção de chapa, estaria dentro de um diálogo”, acrescentou.
A chapa de candidatos do União Brasil para deputado estadual é uma das mais competitivas, inclusive chamada de "chapa da morte". Isso porque, o partido conta hoje com quatro deputados que buscarão a reeleição: Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco, Júlio Campos e Sebastião Rezende.
Nos bastidores, o União crê na reeleição dos quatro, praticamente sem margem para um nome ser eleito pela primeira vez.
“Como a gente sempre viu no passado, serei um número para eleger aqueles homens? A gente tem quatro deputados que estão aí em mandato, e não é uma crítica a eles, mas é uma crítica à construção de como isso está sendo feito”, afirmou.
Estrutura
A vereadora também rebateu a crítica de que o partido forneceu estrutura para que ela se elegesse vereadora e que agora ela busca deixar a legenda. Recentemente, o deputado Eduardo Botelho a criticou, cobrando lealdade ao União.
Michelly disse que não recebeu privilégios dentro da sigla e que, em alguns casos, candidatos homens chegaram a receber mais recursos que ela.
“Jogar na cara de um vereador que: ‘Olha, você deve ficar, porque teve estrutura’, mas da mesma maneira que isso foi dado a mim foi dado a todos os outros dentro do partido, não fui privilegiada em nada. Pelo contrário, muitos homens da chapa receberam mais recursos do que eu”, encerrou.
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1 Comentário(s).
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| Rodrigo 12.03.26 17h10 | ||||
| Legal!! Político é político em qualquer lugar e tempo. Não pensa em trabalhar pelo povo, o que quer é ficar pulando de um mandato pra outro. | ||||
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