Apontada como uma das mulheres mais rica do Brasil, com um patrimônio que já chegou a R$ 30 bilhões em 2022, Lúcia Borges Maggi teve sua trajetória no agronegócio contada em um vídeo publicado pelo professor e empresário Fernando Miranda, no Instagram.

Na publicação, o empresário destaca o perfil discreto da matriarca da família Maggi e as decisões que deram origem a um dos maiores grupos agrícolas do mundo, a Amaggi. Ela é mãe do ex-ministro, ex-senador e ex-governador Blairo Maggi.
“Muito provavelmente você não conhece o nome dela. Mas essa senhora de sotaque do interior e fala calma é a mulher mais rica do Brasil. O nome dela é Lúcia Borges Maggi. E a fortuna dela chegou a 30 bilhões de reais”, afirmou no vídeo, que conta com 2,2 milhões de visualizações.
“Sabe o que é mais impressionante? Quase ninguém sabe como ela chegou lá. Super low profile”.
Início da empresa
A história é contada do começo, quando Lúcia e o marido, André Maggi, ainda tinham poucos recursos. Com uma pequena serraria no Paraná, o casal passou a plantar feijão e criar gado. O lucro obtido era reinvestido na compra de novas terras, em um processo gradual de expansão.
A grande virada ocorreu quando decidiram apostar no cultivo da soja, então uma cultura considerada arriscada e pouco difundida no Brasil. Segundo o relato, era um período marcado pela falta de tecnologia e assessoria técnica, em que as perdas eram frequentes.
Ainda conforme o vídeo, em um dos momentos mais críticos da trajetória, quando André cogitou retornar ao Rio Grande do Sul, foi Lúcia quem defendeu a permanência.
“Foi ela quem segurou firme e disse: ‘André, eu vim até aqui com você, mas daqui eu só vou andar pra frente. Voltar jamais’”, teria dito, em uma decisão apontada como determinante para o futuro da família.
Nos anos 1970, nasceu a Semente Maggi, empresa que deu origem ao atual Grupo Amaggi.
Vinda para MT
A mudança para Mato Grosso marcou o início da consolidação do grupo. O casal apostou em Rondonópolis em um período em que a região carecia de infraestrutura e era vista como uma fronteira agrícola incerta, muito diferente do que o município é hoje, sendo considerado uma das regiões polo do Estado.
“Apostaram tudo em Rondonópolis e começaram a construir o império. A empresa cresceu, diversificou, vieram os silos, os armazéns, as usinas de energia, os portos fluviais e a logística própria. Tudo pensado para durar gerações”, contou o empresário.
Atualmente, o grupo possui presença na América do Sul, Europa e Ásia, além de faturar cerca de R$ 5 bilhões por ano.
Ao finalizar a história de Lúcia, Miranda destacou o fato de, mesmo sendo uma das mulheres mais ricas do país, ela continuou vivendo em Rondonópolis, no interior de Mato Grosso, cidade onde o império da família começou.
“É isso que separa quem constrói um império de verdade de quem só finge ter poder”, afirmou.
“Lúcia aprendeu tudo com a mão na terra e nunca esqueceu de onde veio. A mulher que começou cortando madeira e plantando soja, hoje é apontada como a brasileira mais rica do Brasil. Mas continua com o mesmo jeito firme de quem encara esse poder como uma responsabilidade”.
Veja vídeo:
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