O senador Wellington Fagundes (PL) minimizou as críticas recebidas dentro do próprio partido após a repercussão de uma suposta aliança com o senador Jayme Campos (União) e classificou como “conjectura” qualquer acordo envolvendo a indicação da ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (União), como vice em uma eventual chapa ao Governo do Estado em 2026.

“Não, eu não respondo porque isso aí é conjectura, não é nada oficial de partido. Não teve nada de conversa nesse sentido, partidário”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.
A declaração ocorre após Jayme afirmar, na semana passada, que teria conversado com Wellington sobre um possível entendimento político. Segundo o senador do União, a proposta seria de apoio mútuo entre os dois, a depender de quem estivesse melhor posicionado nas pesquisas, com a indicação de Lucimar como vice na chapa do PL.
A fala gerou reação negativa de lideranças do PL. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que uma aliança com Lucimar levaria o grupo à derrota eleitoral. Já a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, classificou a hipótese como um “tiro no pé” de Wellington e disse que poderia até retirar seu apoio caso o acordo se concretizasse.
O senador explicou que não há nenhum acordo, pois, no momento, o PL está concentrado em organizar as candidaturas internas e consolidar o projeto nacional da sigla.
De acordo com Fagundes, qualquer debate sobre coligações só deve ocorrer após o prazo de desincompatibilização, em 4 de abril, quando o cenário eleitoral estará mais definido.
Questionado se as críticas internas o fariam descartar conversas com o grupo da família Campos, o senador voltou a afirmar que não é o momento para esse tipo de avaliação.
“Não tem porquê, porque não está nem na hora. A opinião de um, de outro, ela tem que sempre ser respeitada, mas eu acredito que essas situações a gente só poderá fazer qualquer análise, como eu disse, depois do dia 4 de abril. Não tem como eu falar nada”, disse.
“Acho que cada um tem a sua opinião, e opinião, elas podem mudar de acordo com a circunstância”, completou.
O senador ressaltou ainda que decisões sobre alianças não são individuais e precisam passar pelo crivo partidário.
“Quem definirá qualquer situação de coligação serão os partidos. Eu não posso fazer uma decisão pessoal, porque tudo tem que ser homologado pelo partido”, afirmou.
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