Cuiabá, Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2026
APROXIMAÇÃO ELEITORAL
30.01.2026 | 19h00 Tamanho do texto A- A+

WF diz que conversa com Jayme é “conjectura” e minimiza críticas

Senador foi acusado de estar dando "tiro no pé" caso se juntasse à família Campos; ele negou acordo

Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Wellington Fagundes, que é pré-candidato a governador, disse que coligações só serão tratadas em abril e pelo partido

O senador Wellington Fagundes, que é pré-candidato a governador, disse que coligações só serão tratadas em abril e pelo partido

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

O senador Wellington Fagundes (PL) minimizou as críticas recebidas dentro do próprio partido após a repercussão de uma suposta aliança com o senador Jayme Campos (União) e classificou como “conjectura” qualquer acordo envolvendo a indicação da ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (União), como vice em uma eventual chapa ao Governo do Estado em 2026.

 

Não, eu não respondo  porque isso aí é conjectura, não é nada oficial de partido. Não teve nada de conversa nesse sentido, partidário

“Não, eu não respondo porque isso aí é conjectura, não é nada oficial de partido. Não teve nada de conversa nesse sentido, partidário”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.

 

A declaração ocorre após Jayme afirmar, na semana passada, que teria conversado com Wellington sobre um possível entendimento político. Segundo o senador do União, a proposta seria de apoio mútuo entre os dois, a depender de quem estivesse melhor posicionado nas pesquisas, com a indicação de Lucimar como vice na chapa do PL.

 

A fala gerou reação negativa de lideranças do PL. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que uma aliança com Lucimar levaria o grupo à derrota eleitoral. Já a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, classificou a hipótese como um “tiro no pé” de Wellington e disse que poderia até retirar seu apoio caso o acordo se concretizasse.

 

O senador explicou que não há nenhum acordo, pois, no momento, o PL está concentrado em organizar as candidaturas internas e consolidar o projeto nacional da sigla.

 

De acordo com Fagundes, qualquer debate sobre coligações só deve ocorrer após o prazo de desincompatibilização, em 4 de abril, quando o cenário eleitoral estará mais definido.

 

Questionado se as críticas internas o fariam descartar conversas com o grupo da família Campos, o senador voltou a afirmar que não é o momento para esse tipo de avaliação.

 

“Não tem porquê, porque não está nem na hora. A opinião de um, de outro, ela tem que sempre ser respeitada, mas eu acredito que essas situações a gente só poderá fazer qualquer análise, como eu disse, depois do dia 4 de abril. Não tem como eu falar nada”, disse.

 

“Acho que cada um tem a sua opinião, e opinião, elas podem mudar de acordo com a circunstância”, completou.

 

O senador ressaltou ainda que decisões sobre alianças não são individuais e precisam passar pelo crivo partidário.

 

“Quem definirá qualquer situação de coligação serão os partidos. Eu não posso fazer uma decisão pessoal, porque tudo tem que ser homologado pelo partido”, afirmou.

 

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