A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), criticou a informação divulgada pelo senador Jayme Campos (União Brasil) de que teria firmado um suposto acordo com o senador Wellington Fagundes (PL) para apoio nas eleições ao Governo do Estado em 2026.

Moretti afirmou que, caso a aliança se concretize, a decisão representaria um “tiro no pé” de Wellington e que ela própria poderia retirar o apoio ao colega de partido para não ter de subir no mesmo palanque dos Campos, seus principais rivais políticos em Várzea Grande.
“É complicado para mim. Eu acho que o Wellington está dando um tiro no pé, mas a decisão é dele, né? O candidato é ele”, disse a prefeita à imprensa na manhã desta quarta-feira (28).
“Hoje eu estaria muito desconfortável [em apoiá-lo], com a possibilidade, inclusive, de não o apoiar. E falo isso porque não dá para subir no palanque com os Campos”, acrescentou.
A estratégia, revelada por Jayme e ainda não confirmada por Wellington Fagundes, envolveria a indicação da esposa de um dos dois para compor a chapa majoritária, a depender do desempenho nas pesquisas eleitorais.
Nesse cenário, Lucimar Campos (União Brasil), ex-prefeita de Várzea Grande e esposa de Jayme, poderia ser indicada como vice na chapa de Wellington. Com isso, Moretti teria de dividir palanque e declarar apoio a seus maiores adversários políticos, já que é filiada ao PL.
Flávia Moretti venceu as eleições municipais de 2024 com um discurso de oposição direta aos Campos, que, à época, apoiavam o então prefeito Kalil Baracat (MDB).
A declaração da prefeita também já foi rebatida pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Ele afirmou acreditar que o senador do União Brasil busca uma “saída honrosa” da disputa, já que seu partido deve apoiar a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e avaliou que uma eventual aliança entre os grupos levaria à derrota no pleito.
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