Carla Perez se infiltrou na multidão da "pipoca" de Ivete Sangalo, no carnaval de Salvador, nesta terça-feira, 17, ao lado do filho Victor Alexandre, e da noiva dele, a dominicana Jarline Batista. Eles se 'disfarçaram' de personagens do seriado La Casa de Papel.
A dançarina apareceu nos stories, junto dos familiares e da esposa do cantor Péricles, Lidiane Faria, vestida com macacões vermelhos e máscaras características da série da Netflix. Nas redes sociais, ela mostrou que estava com um grupo de amigos disfarçados em meio à folia.
Reprodução/Instagram
Carla Perez e familiares se vestiram de personagens de 'La Casa de Papel'
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Neste ano, Carla Perez se despediu do carnaval de Salvador e puxou o trio Pipoca Doce pela última vez com uma homenagem à apresentadora Xuxa Meneghel. Usando um look de paquita, a dançarina arrastou uma multidão no circuito Osmar.
O bloco de rua foi criado em 2000 por Carla Perez e, posteriormente, deu origem ao primeiro álbum de estúdio dela, o Algodão Doce. Após 26 anos, a artista decidiu encerrar seu bloco infantil que já era tradicional no carnaval de Salvador.
Vídeo polêmico
No último domingo, 15, repercutiu um vídeo de Carla em cima dos ombros de um segurança negro para se aproximar do público durante o carnaval. Ela se pronunciou por meio de um comunicado e reconheceu o erro, afirmando estar ciente da responsabilidade histórica envolvida na situação.
"Eu subi nos ombros do segurança para conseguir ter o contato físico e, portanto, estar mais próxima das minhas crianças, em momentos pontuais do percurso, devido a minha estatura", explicou.
Ao longo da nota, ela afirmou que não buscava justificar a atitude e pediu desculpas. "A imagem que ficou é dura, e eu reconheço isso. Ainda que a intenção tenha sido boa, a cena reproduz simbologias que nos atravessam enquanto sociedade. Remete a desigualdades históricas que estruturam o nosso país e que jamais podem ser naturalizadas. Nada justifica."
Carla também ressaltou a importância do carnaval de Salvador como espaço de protagonismo negro. "Ele é expressão de resistência, cultura e potência. Tenho consciência da responsabilidade histórica que isso carrega. Errei. Reconheço." O comunicado foi encerrado com um novo pedido de desculpas: "E reafirmo meu compromisso inegociável de combater qualquer prática ou simbologia que reforce o racismo estrutural."
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