Cuiabá, Terça-Feira, 24 de Fevereiro de 2026
VITÓRIA NA JUSTIÇA
24.02.2026 | 11h00 Tamanho do texto A- A+

Corretor é condenado por difamação contra Bruno Gagliasso

O caso envolve a venda de uma mansão do ator a Paolo Guerrero, ex-jogador do Flamengo, por R$ 23 milhões

Reprodução/Instagram

Ilustração

DO TERRA

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu por condenar o corretor Marco Antonio Pinheiro Loureiro por ter difamado o ator Bruno Gagliasso em duas entrevistas à TV Record. A decisão da última segunda-feira, 23, assinada pelo juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, previa a condenação do corretor a 6 meses e 9 dias de detenção. Mas o juiz concedeu a troca da prisão pela prestação de serviços comunitários.

 

O caso refere-se à venda de uma mansão do ator a Paolo Guerrero, ex-jogador do Flamengo, por R$ 23 milhões. Segundo o processo, Bruno Gagliasso abriu uma queixa-crime contra Loureiro depois de ir ao ar duas entrevistas em diferentes programas da TV Record, em novembro de 2024. Neles, o corretor afirmava ter vendido o imóvel de Bruno e não recebido a comissão milionária, de cerca de R$ 3 milhões, pela conclusão da venda.

 

O discurso de Loureiro era de que ele teria apresentado o comprador ao imóvel e iniciado as tratativas. O corretor também chegou a dizer que ele e Gagliasso mantinham uma relação de amizade e negócios.

 

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Reprodução/Instagram

Casa do Bruno

A mansão foi vendida por R$ 23 milhões e foi anunciada por várias corretoras

 

O ator, porém, explicou que anunciou o imóvel em diferentes corretoras, sem contrato de exclusividade com nenhuma delas. Bruno confirmou ter sido procurado por Loureiro com a informação de ter um potencial comprador para a mansão, mas a negociação não evoluiu e não houve sequer realização de visita. 

 

Bruno afirmou ter sido procurado meses depois por um outro corretor de imóveis, que realizou três visitas distintas com o potencial comprador, conduziu as tratativas e recebeu a comissão por ter intermediado a venda. 

 

Para o juiz Leonardo Grandmasson, o fato de Loureiro ter procurado uma emissora de televisão em vez de judicializar a questão "evidencia dolo intenso e reprovabilidade elevada, pois o agente, de forma racional e planejada, preferiu o escândalo público à resolução jurídica, denotando desprezo pelos instrumentos legais, gerando maior censurabilidade de sua conduta". 

 

O Terra não conseguiu contato com a defesa do corretor Marco Antonio Pinheiro Loureiro. O espaço permanece aberto para manifestação.

 




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