17.09.2013 | 17h:45

ARQUIVO DO JUDICIÁRIO


Incêndio dá prejuízo de R$ 5,5 mi e destroi 111 mil processos

Todas as ações queimadas são originárias de Segunda Instância

MidiaNews

Incêndio no arquivo do TJ ocorreu na madrugada de sábado, na Avenida Miguel Sutil

O incêndio no arquivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na madrugada de sábado (14), causou um prejuízo estimado em R$ 5,5 milhões e queimou cerca de 111 mil processos.

Os documentos são todos originários da Segunda Instância, como mandados de segurança contra governadores e secretários de Estado, habeas corpus, ações rescisórias e pedidos de revisão criminal.

Os danos causados foram de R$ 1,3 milhão em estantes deslizantes, R$ 1 milhão em gráfica, R$ 1,3 milhão em materiais de consumo e R$ 1,9 milhão em materiais permanentes.

Em julho deste ano, o TJMT havia contratado a seguradora Porto Seguro por R$ 5 milhões e deve acionar a empresa. Não há valor de franquia.

O presidente do TJ, desembargador Orlando Perri, negou que o incêndio ocorrido no dia 14 de setembro tenha consumido as ações movidas contra desembargadores e juízes.

“Todos esses processos são realizados pela Corregedoria do Judiciário e estão arquivados no prédio Antônio Arruda (dentro do TJMT). As fichas funcionais dos servidores do Tribunal estão no departamento de recursos humanos”, disse Perri.

Conforme o desembargador, todas as comarcas de Mato Grosso têm seu próprio arquivo e os processos originários de Primeira Instância são arquivados nos próprios fóruns.

Até mesmo os recursos deferidos ou não pelo TJ retornam para a comarca de origem.

Por isso, casos polêmicos, como os da morte de Eiko Uemura, que tramita sob segredo de Justiça, está no fórum de Chapada dos Guimarães. O caso da morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral tramita na Justiça Federal.

O maior problema, segundo Orlando Perrri, foi a perda de processos, alguns históricos. Contudo, parte deste material está resgatado no livro sobre os 130 anos do Judiciário de Mato Grosso.

Contudo, ele garantiu que que a memória da Justiça não se perdeu junto com os documentos. “Não avalio assim, pois os fóruns também têm sua história preservada em arquivos”, disse o desembargador.

O incêndio

O fogo, que começou por volta da meia-noite deste sábado, destruiu os três blocos onde funcionavam vários departamentos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

As chamas destruíram a gráfica, o Departamento de Material e Patrimônio e também o arquivo do TJ.

O fogo começou pelo teto. Os galpões estão localizados ao lado do Parque Mãe Bonifácia, onde também há um posto de gasolina.

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