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24.11.2016 | 18h06 Tamanho do texto A- A+

Até 62% mais barato que táxi, Uber começa a operar nesta sexta

Gerente de comunicação: carros que vão operar serão todos de fabricação posterior a 2008

Marcus Mesquita/MidiaNews

A gerente de comunicação do Uber, Leticia Mazon

A gerente de comunicação do Uber, Leticia Mazon

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O serviço de transporte particular por aplicativo Uber começa a operar em Cuiabá nesta sexta-feira (25) a partir das 14 horas. A informação é da gerente de comunicação da empresa, Leticia Mazon.

 

Para usar o Uber, basta baixar o aplicativo, cadastrar um cartão de crédito e seguir os passos para chamar o motorista.

 

Em entrevista ao MidiaNews, Letica contou que os preços são cobrados por quilômetro rodado. A chamada (equivalente à bandeirada) - quando o cliente aciona o motorista - é de R$ 2,50.

 

“Já o preço por quilômetro é de R$ 1,20. Por minuto, R$ 0,15. E o total mínimo de uma viagem vai ser de R$ 5”, explicou.

 

Conforme ela, caso o cliente cancele a corrida em um prazo de cinco minutos, não será pago nenhum valor. Mas, ao exceder o limite, a taxa de cancelamento é R$ 5.

 

Os usuários podem calcular o preço do seu destino no aplicativo, antes mesmo de pedir o carro. É só inserir o local que ele quer ser encontrado com o destino

"Os usuários podem calcular o preço do seu destino no aplicativo, antes mesmo de pedir o carro. É só inserir o local onde ele quer ser encontrado e o destino", disse.

 

Os valores são inferiores aos cobrados pelo serviço de táxi regulamentado pela Prefeitura de Cuiabá. A partida no táxi comum (bandeirada) custa R$ R$ 4,80, enquanto o quilômetro rodado na bandeira 1 sai por R$ 3,24. E na bandeira 2 custa R$ R$ 4,54.

 

A diferença de preço por quilômetro rodado no Uber e na bandeira 1 do táxi chega a 62%.

 

A categoria do Uber em Cuiabá será a X. Nela entram carros fabricados de 2008 em diante, que possuam quatro portas e ar-condicionado.

 

A categoria Black, com carros premium e que atuam em mercados como Rio de Janeiro e São Paulo, não tem previsão para operar na Capital.

 

Letícia preferiu não informar quantos motoristas estão cadastrados para trabalhar no Uber em Cuiabá.

 

“Não importa muito esse número. Porque a pessoa pode se cadastrar para ser motorista e nunca dirigir o carro, ou ela pode se cadastrar e dirigir uma hora por dia, uma vez por semana. O que podemos usar como parâmetro - para saber se tem bastante ou pouco carro na cidade - é abrir o aplicativo e ver qual é o tempo médio de espera. Se o tempo for alto, é porque o número de carro está baixo. Mas se o tempo for de cinco minutos, é alto”, disse.

 

“Nos primeiros dias, esse número de espera, entretanto, tende a ser um pouco mais alto porque o Uber será uma novidade. Então haverá muito mais usuários do que motoristas. Ainda mais amanhã, que é sexta-feira, e o pessoal sai muito. Então deve ser mais difícil pegar um carro”, explicou.

 

De acordo com a gerente de comunicação, inicialmente o serviço estará disponível apenas em Cuiabá.

 

“Mas como o fluxo entre a Capital e Várzea Grande é intenso, muita gente pode sair de Cuiabá e ir para lá. E aí esse motorista que for a Várzea Grande consegue receber chamados lá e trazer passageiros para a Capital, na volta”, disse.

 

Segurança

 

Letícia explicou que a empresa criou diversos mecanismos para garantir a seguranças dos usuários.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Letícia Mazon

Gerente de comunicação garante que Uber é legal

Ela frisou que os motoristas cadastrados não têm antecedentes criminais e a corrida é acompanhada minuto a minuto.

 

“Um ponto importante é o sistema de  'avaliação mútua' após cada viagem. Além de ser anônima, é ela que garante que a plataforma mantenha-se saudável tanto para motoristas parceiros quanto para os usuários. Os motoristas precisam ter média de 4,6 estrelas (em uma escala de 1 a 5) para continuar na plataforma. O usuário também pode ser desconectado se tiver uma média baixa de avaliações ou conduta que viole os termos de uso”, disse.

 

Polêmica com taxistas

 

Assim como em outras cidades, a chegada do Uber em Cuiabá provocou grande polêmica, especialmente com os taxistas.

 

A gerente de comunicação, ponderou, porém, que a empresa não teme nenhuma retaliação.

 

Disse ainda que o maior concorrente da Uber não são taxistas, mas sim o próprio transporte particular.

 

Letícia também argumentou que a Uber não é uma empresa de transporte, é uma empresa de tecnologia que desenvolveu um aplicativo que conecta motoristas a passageiros.

 

“A gente não faz transporte de pessoas. Quem faz transporte de pessoas são os nossos parceiros. Eles usam apenas a nossa plataforma tecnológica. De cada viagem, 75% do valor fica com eles e 25% vai para a Uber pela utilização da plataforma”, explicou.

 

A queixa dos taxistas é que os motoristas do Uber atuam no transporte sem a necessidade de concessão ou o pagamento de taxas e impostos.

 

“O Uber, como empresa de tecnologia, paga todos os impostos. Os motoristas parceiros também pagam muitos impostos e não são poucos. Diferente do táxi, eles não têm desconto no IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], eles não têm desconto no IPVA [Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores], eles não tem desconto de ISS [Imposto sobre Serviço]. Todos esses impostos eles pagam”, afirmou. 

 

A gerente ainda garantiu que o aplicativo é legal. 

 

“Nós somos respaldado por uma lei federal, chamada Política Nacional de Mobilidade Urbana. Essa lei prevê duas formas diferentes de transporte individual: o público, que eles classificam como os táxis, e o privado. Dentro do transporte individual privado, não existe uma regulamentação específica, então o Uber se encaixa aí", pontuou.

 

Leia mais:

 

Aplicativo Uber já procura motoristas para atuar em Cuiabá

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COMENTÁRIOS
29 Comentário(s).

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Neide  26.11.16 09h11
Em São Paulo e Rio pode pagar o UNER em dinheiro aqui vai poder também ??
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Neide  26.11.16 09h10
Em São Paulo e Rio pode pagar o UNER em dinheiro aqui vai poder também ??
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cezar borges  26.11.16 01h22
Esse serviço talvez discipline um pouco o valor dos táxis em MT. Um horror! É o mais caro do Brasil!!! Enquanto no Rio de Janeiro você anda quilômetros e Quilômetros na cidade por um preço justo, aqui em Cuiabá e Vg você é assaltado quando viaja de táxi. Um absurdo! Sou totalmente a favor do UBER. O serviço de moto-táxi então é uma atrocidade... Viva o UBER!!!
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ADOLFO ARINI  25.11.16 17h40
Quem usa UBER quer apenas, tirar vantagem pelo menor preço, temos que lembrar que esse aplicativo, executa uma concorrência DESLEAL e COVARDE. O BRASIL ESTA VIVENDO UM NOVO MOMENTO, chega de OPORTUNISMO esse aplicativo se ressume a isso OPORTUNISMO PARA UMA VANTAGEM DESLEAL E COVARDE. O Brasil esta passando por sérias mudanças, nós Brasileiros temos que acompanhar chega de querer pagar mais barato a qualquer custo e de qualquer modo. FORA UBER , FORA OPORTUNISMO E DESLEALDADE
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Ramalho  25.11.16 17h37
Quero dizer aos taxistas: que tudo nessa vida evolui! Que seja bem vindos, darei preferência ao UBER por ser mais barato e conta com maior qualidade, bye bye taxistas!
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