Cuiabá, Domingo, 1 de Fevereiro de 2026
FÉ E ESPIRITUALIDADE
31.01.2026 | 18h00 Tamanho do texto A- A+

“Doutrina espírita vê dores e mazelas como limpeza e educação”

Marly Vieira fala sobre reencarnação, mediunidade e os princípios que sustentam o Espiritismo

Yasmin Silva/MidiaNews

A presidente do Centro Espírita Benedito da Cura, Marly Vieira, que falou sobre espiritismo

A presidente do Centro Espírita Benedito da Cura, Marly Vieira, que falou sobre espiritismo

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

A presidente do Centro Espírita Benedito da Cura, em Cuiabá, Marly Vieira, explicou que, para a doutrina espírita, o sofrimento humano não é um castigo, mas um processo de aprendizado e evolução, resultado das escolhas feitas ao longo desta vida ou de reencarnações passadas.

 

Intelectualmente, estamos extremamente evoluídos, sabemos um monte de coisas, mas agora é a hora da moral

“Consequência do que temos vivido. Hoje, você olha para uma pessoa que está plantando o mal. Como essa pessoa vai ter outra vida? Não tem jeito de ela ter. As injustiças sociais se explicam pela pluralidade das existências. É a reencarnação. Não é castigo, é educação”, disse ela em entrevista ao MidiaNews.

 

Segundo Marly, o espiritismo vai além da comunicação com os espíritos, prática que, segundo ela, não é exclusiva da doutrina.

 

“Comunicar-se com os espíritos está em todas as religiões. Quando você olha para o Oriente, quantos filmes de Singapura, da Coreia, têm espíritos? Então, não é só uma coisa nossa, do espiritismo. Vejo que a doutrina vai muito além disso”.

 

Ao longo da entrevista, Marly falou sobre mediunidade, reencarnação e detalhou que a doutrina espírita se baseia em pilares como a existência de Deus, a imortalidade da alma, a reencarnação e a evolução espiritual.

 

Confira os principais trechos da entrevista (e o vídeo com a íntegra ao final da matéria):

 

MidiaNews - Quais são os princípios básicos da doutrina espírita?

 

Marly Vieira - Deus, a imortalidade da alma, a reencarnação, a evolução espiritual, a pluralidade das existências e ir evoluindo, depurando, melhorando, até chegar à perfeição, como Jesus.

 

MidiaNews - O que o espiritismo prega em relação à vida, à morte e à evolução do ser humano?

 

Marly Vieira - O Espiritismo nos diz que Deus criou espíritos e matéria. Criou a matéria para que os espíritos possam passar por experiências. Então, a vida material serve para a gente aprender, desde quando nos foi possível aprender a respirar. Depois, quando nos foi possível aprender os rudimentos do instinto, das emoções, até hoje em dia, que a gente aprende coisas novas. Hoje, nós temos que desenvolver a nossa moral. Intelectualmente, estamos extremamente evoluídos, sabemos um monte de coisas, mas agora é a hora da moral.

 

MidiaNews - Muitos associam o espiritismo apenas à comunicação com espíritos. Essa é uma visão limitada da doutrina?

 

Marly Vieira - Com toda a certeza. Comunicar-se com os espíritos está em todas as religiões. Quando você olha para o Oriente, quantos filmes de Singapura, da Coreia, têm espíritos? Então, não é só uma coisa nossa, do espiritismo. Vejo que a doutrina vai muito além disso. Ela traz os espíritos nos falando no que eles erraram para a gente não fazer. Essa comunicação não é simplesmente sentar na mesa mediúnica e falar que está sofrendo. As intuições que a gente tem durante o nosso dia. Essa comunicação é muito mais do que o que se pensa.

 

 

 

MidiaNews - Como os ensinamentos espíritas podem ser colocados em prática no dia a dia?

 

Marly Vieira - Eu tenho que viver a vida, ganhar dinheiro para minha sobrevivência e, nessa dinâmica, tenho que ser espírita. Espírita deve ser o meu nome. Como vou tratar você, meu marido, meus filhos, meus pais? Como a gente convive? Eu tenho que me tornar perfeita, então preciso aperfeiçoar os meus sentimentos e os meus pensamentos no convívio. A gente evolui intelectualmente pelo estudo e pelo trabalho. Moralmente, na relação. Que hora que eu vou deixar de ser orgulhosa? No convívio e assim por diante.

 

MidiaNews - Conceitos como caridade, amor ao próximo e reforma íntima são muito citados. O que eles significam na prática?

 

Marly Vieira - No Livro dos Espíritos, que foi o nosso primeiro livro, tem uma pergunta: como é a caridade segundo entendia Jesus? Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições dos outros e perdão das ofensas. Isso resume tudo. Isso é caridade. A gente foca na caridade, em dar coisas. A caridade segundo entendia Jesus é isso. A evolução, a reforma íntima, viver espírita, tudo isso é a mesma coisa.

 

MidiaNews - Como o espiritismo explica as injustiças sociais, a fome, as doenças, as dores e todas as mazelas da humanidade?

 

Marly Vieira - Como consequência do que nós temos vivido. Por exemplo, hoje você olha para uma pessoa que está plantando o mal. Como essa pessoa vai ter outra vida? Não tem jeito de ela ter. É como se Deus tivesse dado uma responsabilidade para ela e ela a massacrou. Não fez nada. Fez tudo errado. Como ela vai querer de novo uma oportunidade de fazer o bem, de viver em paz, se ela desdenhou daquela oportunidade? As injustiças sociais se explicam pela pluralidade das existências. É a reencarnação.

 

Eu me lembro que tinha uma senhora que tinha uma filha cega, com os membros tortos. Eu via aquilo e falava: “Meu Deus, por quê?”. A gente fica sentido ao ver coisas assim, mas vai saber. Vai saber por quê. Aquilo é uma limpeza. De acordo com a doutrina espírita, o que está acontecendo ali é uma limpeza da mãe e da menina.

 

 

 

MidiaNews - Dentro da doutrina, o sofrimento é visto como um castigo?

 

Marly Vieira - Não, de jeito nenhum. É educação. E que coisa interessante essa coisa do castigo: “Deus esqueceu de mim”. Não! Isso quer dizer que Ele está me limpando, me curando. Pensa nas coisas que a humanidade já fez, coisas horríveis. Você acha que o anjo da guarda vai chegar e falar: “Ô, meu filho, você não pode fazer isso?”; “Olha, você tem que se comportar”. Acha que o anjo da guarda vai falar para alguém que está no mal parar de fazer o mal, e ele vai parar? Não. Então, existe uma palavra chamada depuração: vai expiar e depurar para entender e não fazer mais. É educativo.

 

MidiaNews - Existe a ideia de que a Terra é um “mundo de provas e expiações”. O que isso significa?

 

Marly Vieira - Uma escola, por exemplo, serve para aprender. Eu tenho que fazer as minhas lições, a tarefa, respeitar a minha professora, conviver com meus colegas de maneira benevolente. Eu chego na escola e faço como eu quero, aí acontece esse processo de expiação e depuração. Agora, tem alunos que vão e fazem direitinho, porque entenderam o que é para fazer na escola. O ideal é que a Terra fosse um planeta de provas. Estuda, estuda, estuda, faz a prova e passa. Mas tem o repetente. Tem aquele que não aproveitou e até aquele que estragou a oportunidade. Aí está a expiação.

 

O ideal é que a Terra fosse um planeta de provas. Estuda, estuda, estuda, faz a prova e passa. Mas tem o repetente. Tem aquele que não aproveitou e até aquele que estragou a oportunidade. Aí está a expiação

MidiaNews - Segundo a religião, os espíritos escolhem os desafios que irão enfrentar antes de reencarnar. Como funciona essa escolha?

 

Marly Vieira - Um índio selvagem não tem condições de escolher sua encarnação, então será escolhida pelo seu anjo da guarda. Agora, nós, no mundo espiritual, chegamos e analisamos. A nossa consciência, no mundo espiritual, explode. Aqui, a nossa consciência está assim: “Amanhã tenho que fazer isso, tenho que pagar tal conta. Ai, fiz isso, está errado. Depois vejo”. No mundo espiritual, a gente não tem nada para fazer e a consciência vive.

 

Nisso, eu falo: “Puxa, não devia ter feito isso”. “Olha as oportunidades que eu perdi”. “Na próxima, quero fazer assim”. Aí eu tomo resoluções. Sabemos o que é o bem e o que é o mal, tomamos boas resoluções e escolhemos o tipo de vida [que iremos viver]. No mundo espiritual, a coisa mais fácil do mundo é escolher as vicissitudes, os sofrimentos. A gente fala: “Eu sei que é pouco tempo diante da eternidade e eu quero me purificar”. Aí chega aqui, olha de um lado, olha do outro, vê pessoas felizes, melhores, e fala: “Eu sofro tanto. Deus me abandonou”.

 

MidiaNews - Em relação àquelas pessoas que parecem ter tudo — beleza, família estável, dinheiro  — elas estão mais perto de parar de reencarnar e ir para outro plano?

 

Marly Vieira - Se a conduta dela é do bem, ela pode se encaixar nisso. Mas, infelizmente, o que a gente vê é a tal da “plantação”. Você está recebendo uma oportunidade de ter uma vida maravilhosa e o que você vai fazer com ela? Isso se chama plantio. Deus nos dá o livre-arbítrio para escolher. Agora, como vou aproveitar essa oportunidade? Qual vai ser o plantio?

 

Nós só vamos parar de reencarnar quando nos tornarmos perfeitos. Deus nos criou simples e ignorantes, nos deu a missão de nos tornarmos perfeitos e nos deu o livre-arbítrio.

 

MidiaNews - E o que acontece quando a gente consegue o feito de se tornar perfeito? Existem sinais de que estamos nessa última reencarnação?

 

Marly Vieira - A gente vai para junto de Jesus. Aqui na Terra, não. Aqui na Terra ainda não se tem notícia. Nós, talvez, não tenhamos alcance para imaginar tanta perfeição, tanta tranquilidade. A gente, infelizmente, ainda patina muito.

 

MidiaNews - Quantas vezes um espírito pode encarnar?

 

Marly Vieira - Depende de mim. Eu que sei da minha vida. Quantas vezes vou querer voltar? Se teimar em não andar nas leis de Deus, não andar na benevolência, na indulgência, no perdão, vai demorar mais. Mas, se eu falar “não, é agora”, aí a gente diminui.

 

MidiaNews - Como o espiritismo explica o parentesco entre pessoas que vêm juntas para resgates ou aprendizados?

 

Marly Vieira - Quando eu falo de reencarnação, não consigo deixar de usar a minha vida como exemplo. Eu tenho dois filhos. Com um é uma facilidade de relacionamento, com o outro é uma dificuldade. O meu filho e eu tivemos a oportunidade de sermos esclarecidos pela doutrina e hoje acabou, mas foi muito difícil. No Centro tem muita gente assim. Para nós, a reencarnação não é uma teoria, a gente vive na prática.

 

“Por que esse pai e essa mãe gostam mais de terminado filho?” Ninguém gosta mais. Existe a facilidade, porque já viveu, porque já fez o laço, e com outros nós temos que criar laços. Também podem vir espíritos totalmente estranhos, que nunca fizeram parte. Eu imagino a maneira como é formado esse laço. Não sei como funciona de lá para cá.

 

 

 

MidiaNews - Há quem tenha medo do espiritismo, acreditando que basta passar em frente a um centro para “ver espíritos”. Isso é lenda urbana? Vocês sofrem muito com esse preconceito?

 

Marly Vieira - Nós não sofremos com isso, a gente acha graça. Tem muita gente que fala que, quando vai à igreja, por exemplo, vê espíritos e vai ao Centro para “fechar mediunidade”. Aí consegue alguma e volta para a igreja. Eu tenho uma tia cega que vê espíritos. Na cegueira dela, ela vê espíritos. Levaram-na ao médico e ele passou um remédio para alucinação.

 

Mas, de maneira nenhuma, a gente sofre. Recebemos muitas pessoas no Centro que vêm saber o que está acontecendo em suas casas: fenômenos, comunicações, manifestações. Recebemos casos de crianças falando coisas que não têm condições de falar. Há manifestações físicas, situações familiares, pessoas que vão ao Centro porque querem uma explicação.

 

Tem pai e mãe que trazem os filhos: “Meu filho tem três dias que não dorme”, e a criança chora, fecha o olho e não consegue dormir. Tem muito isso e, principalmente, a tristeza. Hoje em dia, tem muita gente triste que não sabe de onde veio essa tristeza e que vai caminhando para a depressão.

 

MidiaNews - Isso tem relação com a pessoa ter mediunidade e não aceitar? Toda pessoa tem mediunidade?

 

Marly Vieira - Toda pessoa tem mediunidade, mas não ostensiva. Existe a mediunidade ostensiva, que são as pessoas que veem e falam [com espíritos], e existe a mediunidade que nos coloca em condições de captar o mundo espiritual. Por exemplo, você entra em um ambiente e, de repente, vai ficando incomodado. Seu corpo está incomodado, seus sentidos não estão bem. Tudo isso são mediunidades que não são ostensivas, mas que nos colocam realmente em contato.

 

Você acaba de acordar, está conversando com alguém, passa um pouquinho e começa a bocejar. Se não for sono, ali é uma influência espiritual. Você está ajudando aquela pessoa, aliviando aquela pessoa. Ela pode estar com sobrecarga, com mil pensamentos na cabeça e você a ajuda.

 

 

 

MidiaNews - A pessoa que vê espíritos os vê como se fossem pessoas, como vultos, ou isso é diferente de pessoa para pessoa?

 

Marly Vieira - Difere. Eu conheci uma senhora que, depois que o marido morreu, via ele passar no corredor como um vulto. Ela sentava no lado dela da cama e, no lado dele, afundava. Até que um dia ela falou para ele: “Você morreu” e ele foi embora depois. Foi muito corajosa.

 

Tem gente que vê vulto, tem gente que vê e jura que era gente. Tem gente que vê só a metade. Tem vários tipos.

 

MidiaNews - Chico Xavier foi um dos maiores nomes do espiritismo do Brasil e ajudou a popularizar a religião no País. Como a religião ficou sem uma presença tão marcante como essa?

 

Marly Vieira - É verdade, o Chico é insubstituível. A gente escutava Seo Vicente, nosso dirigente no Centro, falar muito isso: “Ninguém vai ser substituído”. Não tem ninguém para substituir o Chico, como não tem ninguém para substituir Madre Teresa, como não tem ninguém para substituir Divaldo Franco. Eles são únicos. Nós somos únicos. E, realmente, ele foi um exemplo. Até hoje a gente vê e somos tocados pelas histórias dele.

 

MidiaNews - Há uma procura grande pela religião por pessoas que perderam entes queridos. Hoje em dia, isso ainda ocorre ou a religião tem se popularizado de outras formas?

 

Marly Vieira - É relativo. Tudo está no fato de a pessoa não ter preconceito. Se os preconceitos contra o Espiritismo estão muito arraigados nela, elas não procuram. Ou, se procuram, se arrependem. Os familiares falam: “Por que você foi lá?”. É relativo. As procuras são poucas em relação a isso, e eu imagino que seja por esse fator. O que leva uma mãe, por exemplo, a abrir mão de ser consolada e esclarecida? Só pode ser preconceito. É uma pena.

 

 

 

MidiaNews - Como é, de fato, o ambiente de uma instituição espírita séria e comprometida com a doutrina?

 

Marly Vieira - O ambiente deve ser sério. Aqui no Centro, falo pelo Benedito da Cura, somos muitos trabalhadores, graças a Deus, e temos encontros de vez em quando para capacitar e melhorar os trabalhos, os estudos e os palestrantes. Mas o nosso foco é o passe. Enquanto não tem ninguém para tomar o passe, ficamos lendo as obras, os livros de Chico, para manter o pensamento elevado, para quando as pessoas chegarem podermos ajudar.

 

MidiaNews - Para quem não conhece, o que é o passe?

 

Marly Vieira - O passe é uma oração com imposição de mãos. Tem muito magnetismo no passe. A gente faz a oração pedindo a Deus, mas, com as mãos e os olhos, magnetiza aquela pessoa. Ela está triste, deprimida, perturbada — o que quer que seja — é como se fosse uma limpeza. Fazemos movimentos com as mãos no sentido de livrar aquela pessoa da perturbação, da influência, do que quer que seja.

 

O passe é uma oração com imposição de mãos. Tem muito magnetismo no passe. A gente faz a oração pedindo a Deus, mas, com as mãos e os olhos, magnetiza aquela pessoa

MidiaNews - Vocês sentem pelo que a pessoa está sofrendo no momento em que fazem o passe?

 

Marly Vieira - É muito comum isso. Tanto que, antes de sair, às vezes a gente recebe o passe também. Mas existe uma confiança muito grande na espiritualidade da casa. Então, eles encaminham as influências, os espíritos, aqueles que vieram necessitados.

 

MidiaNews - Existe alguma relação entre o espiritismo codificado por Allan Kardec e religiões como a umbanda e outras práticas de matriz africana? Elas podem ser consideradas espíritas em algum nível?

 

Marly Vieira - A codificação do Espiritismo foi feita por Allan Kardec, Hippolyte Denizard Rivail, lá na França. O que temos em comum é o intercâmbio com o mundo espiritual. Todos eles têm essa comunicação com o mundo espiritual, com os espíritos. Eu sou espírita porque estudo o Espiritismo e porque vivo de acordo. Se eu não viver de acordo, também não sou espírita.

 

MidiaNews - Que ações sociais são realizadas pelos Centros Espíritas, tanto o Benedito da Cura como por outros centros?

 

Marly Vieira - Nós temos o Pão e Leite toda quarta-feira, há cerca de 30 anos, e o Lar Espírita, que foi construído pelo Centro e, durante muitos anos, acolheu crianças como uma creche. Hoje em dia é um projeto social. Quem trabalha lá são voluntários, e há o bazar.

 

Quando temos doações além do pão e do leite, as pessoas levam doações; é só chegar. Também temos a cesta mensal. A gente cotiza, compra os mantimentos, monta e leva para as pessoas que precisam. Quando sabemos de alguma família em necessidade, também levamos.

 

MidiaNews - Quem tem interesse em conhecer mais sobre o espiritismo pode visitar o centro? Como ele funciona?

 

Marly Vieira - Aqui no Centro é só chegar. Às terças-feiras, tem estudo das 7h às 8h, e temos estudos on-line nos outros dias. Temos palestras às segundas-feiras e aos domingos. O Benedito da Cura está aberto todos os dias, das 7h às 9h, de segunda-feira a sábado. Aos domingos, tem palestra seguida de passe. As palestras de domingo são transmitidas às 12 horas pelo Instagram.

 

MidiaNews - Que mensagem deixaria para o nosso leitor?

 

Marly Vieira - Que a gente tenha esperança. Tudo o que vai acontecer no meu futuro depende de mim. Deus está totalmente no comando. O que eu, como essa pessoa ainda imperfeita, posso fazer? Trabalhar o meu íntimo para melhorar a minha vida, a vida das pessoas ao meu redor e ter próximas encarnações melhores.

 

A esperança é a palavra-chave. À medida que a gente se esclarece, que é tocado pelas verdades espirituais, a gente fica esperançoso. Vai dar tudo certo. Deus no comando e eu fazendo a minha parte. Essa coisa das provas eu gosto muito: Deus e eu. Eu e Deus. Nós somos parceiros. Ele manda a prova, eu passo na prova, e a gente vai indo.

 

Veja a entrevista:

 

 

 

 

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