O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso divulgou uma nota criticando a aprovação de uma lei que proíbe a “ideologia de gênero” em escolas e locais públicos de Sinop (479 km de Cuiabá).
A Lei 3046/2022 foi aprovada com 12 votos favoráveis dos 16 membros da Câmara e foi sancionada pelo prefeito Roberto Dorner (Republicanos), em 9 de março.
A nota foi elaborada pela Comissão de Psicologia e Diversidade de Gênero e Sexual do CRP-MT. A autarquia argumenta que a lei fere o artigo 206 da Constituição Federal por proibir o debate sobre diversidade nas escolas.
"Tal proibição também é contrária ao que prevê a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB), que destaca o respeito à liberdade e o apreço à tolerância. Portanto, compreende-se que o espaço escolar deve ser pautado no diálogo e no respeito à pluralidade de ideias, constituindo-se como um ambiente favorável à diversidade", diz um trecho.

A nota também pontua que a lei tem uma “tentativa conservadora de atualização da ideia da ideologia de gênero, utilizando-a como um argumento equivocado para coibir o debate sobre o direito das mulheres e das pessoas LGBTQIA+”.
O texto da lei tem três artigos. Em deles fica proibido "qualquer tipo de exposição ou uso de materiais didáticos e paradidáticos contendo as manifestações ou mesmo mensagem subliminar da ideologia de gênero nas escolas públicas e privadas do Município".
Debate judicial
Movimentos contrários à lei já são feitos na Justiça. O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com uma ação requerendo a declaração de sua inconstitucionalidade.
A ação foi proposta pelo procurador-geral de Justiça José Antônio Borges na quarta-feira (16). O processo tramita no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
“A União e os Estados possuem competência concorrente para legislar sobre educação, enquanto os Municípios apenas suplementam se houver interesse local. Todavia, a educação sexual, sua abordagem compatível com o desenvolvimento de crianças e adolescentes, bem como a proteção delas contra todas as formas de discriminação, são temas de interesse nacional”, destacou o procurador-geral de Justiça, em um trecho da ação.
Em âmbito da discussão nacional, a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) foi de anular leis, em sete casos, que tiveram a mesma intenção. Pelo menos 11 casos chegaram à Suprema Corte até o ano passado.
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4 Comentário(s).
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| Francielli 25.03.22 14h08 | ||||
| O que estão fazendo com nossas crianças e escolas. Parem de relativizar as coisas. Parem de impor aos pais que aceitem algo que privilegia uns e desmerece outros. Cabeça de criança já é confusa, já tem tanta coisa que assimilar e aprender e agora tem mais essa. O fim dos tempos, definitivamente. Que bosta tá virando esse mundo. | ||||
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| Ana 24.03.22 04h51 | ||||
| Escola é lugar de estudar. Por isso nossa educação não vai pra frente. Os alunos têm que aprender na escola o corpo humano, não opção sexual. Nunca na escola foi tratado essas coisas e deve continuar não tratando. Esse conselho de psicologia apareceu aí pra passar vergonha. Não precisava dessa. | ||||
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| José 23.03.22 18h42 | ||||
| QUEREM IMPOR GOELA ABAIXO! UM ABSURDO DESSES | ||||
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| alberto 23.03.22 14h49 | ||||
| Isso é uma afronta as liberdades pois quer impor algo que a maioria não comunga, mas respeita. É para ter algo para reprimir e gerar divisão e também um privilégio em que poderá ser usado de forma para prejudicar e fazer mal a outrem...um absurdo esse conselho se envolver nisso.. é só para aparecer no politicamente correto | ||||
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