O prefeito de Pontal do Araguaia, Aldecino Lopo (MDB), se manifestou publicamente sobre o acidente de carro em que esteve envolvido, ocorrido na noite de segunda-feira (29), na zona rural do município, que resultou na morte do produtor rural Nélio Gonçalves de Araújo, de 58 anos.

Em relato emocionado, o gestor classificou o caso como uma fatalidade e afirmou que faria qualquer coisa para evitar a tragédia.
“Quem foi, acabou naquele momento, mas a dificuldade fica para quem fica: para a esposa, para os filhos e para a gente que vai carregar isso a vida toda. Se eu tivesse que dar minha vida por ele, eu daria”, afirmou em entrevista ao Araguaia Notícia.
De acordo com a Polícia Civil, o acidente foi registrado por volta das 18h, em uma estrada vicinal que dá acesso à MT-100.
Nélio conduzia um Fiat Uno Mille quando colidiu frontalmente com uma Toyota Hilux dirigida por Aldecino, que seguia no sentido contrário. O produtor rural morreu ainda no local, preso às ferragens, enquanto o prefeito foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde.
Em seu relato, Aldecino contou que havia passado a tarde trabalhando na fazenda e retornava para casa quando ocorreu a colisão, cerca de 1,5 quilômetro após sair da propriedade.
“Eu saí para vir embora e, 1.500 metros depois de casa, num trecho onde ainda não foi feita a recuperação da estrada, aconteceu o acidente. Tem um pouco de trepidação, o sol estava contra ele, não contra mim, mas eu não vi e nem ele me viu”, afirmou.
O prefeito negou que estivesse em alta velocidade no momento da batida e ressaltou que as condições da estrada não permitiriam excesso.
“Eu não ia em alta velocidade, ele também não iria, porque a estrada não permite. Se eu estivesse acima de 120, a caminhonete trava o velocímetro, e isso não aconteceu”, disse.
Ainda visivelmente abalado, Aldecino relatou os instantes seguintes ao impacto e a tentativa de socorro à vítima, que ele conhecia da convivência cotidiana na região rural.
“Na hora que eu bati, a primeira reação é sair do carro. Quando eu vi o Uno, pensei logo no seu Nélio, na esposa e no filho de nove anos. Fui correndo, chamei duas, três vezes, ele não respondeu. Tentei abrir a porta, não dei conta, fiquei naquele desespero”, relatou.
Segundo ele, ao perceber que precisava de ajuda, correu cerca de 1,5 quilômetro até sua casa para buscar apoio, mas, mesmo com a chegada de outras pessoas, não foi possível retirar Nélio do veículo a tempo.
“Eu pensei que não podia perder tempo. Vim correndo a pé até em casa, o pessoal veio, tentamos tirar ele dali, mas não demos conta”, disse.
O prefeito destacou que esteve presente no velório e se solidarizou com a família, especialmente com a esposa e os filhos da vítima.
“Quando fui ao velório e vi o desespero da esposa, pensei que poderia estar um caixão do lado do outro. Poderia ser minha filha, poderia ser um amigo meu. São coisas inevitáveis”, afirmou.
Aldecino também ressaltou o perfil do produtor rural, a quem descreveu como uma pessoa de bem.
“É um rapaz do bem, religioso, trabalhador, uma família bonita, filhos exemplares”, disse.
Por fim, o prefeito reforçou o sentimento de dor e impotência diante da tragédia e afirmou que a perda deixa marcas para todos os envolvidos.
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