Cuiabá, Quarta-Feira, 15 de Abril de 2026
CRIME NO POSTINHO
26.08.2022 | 15h26 Tamanho do texto A- A+

Médica grávida recebeu 4 facadas, uma delas quase acerta útero

Leandro da Croce afirmou que uma das facadas quase atingiu o útero da irmã, que está grávida

Reprodução

A médica Jaqueline da Croce (detalhe), que foi ferida por um homem na Unidade de Estratégia Saúde da Família

A médica Jaqueline da Croce (detalhe), que foi ferida por um homem na Unidade de Estratégia Saúde da Família

GUSTAVO CASTRO
DA REDAÇÃO

A médica Jaqueline da Croce, esfaqueda na quinta-feira (26) por um homem em surto psicótico em uma unidade de saúde de Primavera do Leste, sofreu quatro perfurações. Uma delas atingiu o abdômen e quase perfurou o útero da profissional, que está grávida.

 

A informação é do médico cardiologista Leandro da Croce, irmão de Jaqueline. Ele usou as redes sociais nesta sexta-feira (26) para informar sobre o estado de saúde da paciente.

 

Na gravação, Leandro explica que Jaqueline passou por uma cirurgia delicada ainda na noite de ontem. 

 

Ela continua internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas no Município e ainda não está fora de risco, embora esteja estável.

 

No vídeo, o cardiologista lamentou a morte da agente de saúde Regy Rouse Lopes de Oliveira, de 51 anos, que também foi esfaqueada. Ela foi atingida na região do tórax, passou por cirurgia, mas não resistiu.

 

O irmão de Jaqueline ainda pediu respeito pela dor da família e o momento delicado que todos têm enfrentado. Segundo Leandro, algumas informações desencontradas vêm sendo repassadas, como o fato de o autor do crime ter alegado que foi mal atendido na unidade e que, por isso, cometeu o crime.

 

Ele negou que a irmã tenha algum histórico de mau atendimento. “A minha irmã nunca teve uma reclamação por mau atendimento. A minha irmã tem sete anos que trabalha no PSF. Quem é da área da saúde sabe que para um médico estar tanto tempo assim numa área é difícil e esse "marginal" já tinha sido atendido na semana passada. Todos os meses ele ia para renovar as receitas. Tem todos os relatos nos prontuários, está tudo certo”, explicou, classificando os comentários como “desonestos”.

 

“Então, eu queria pedir respeito, pois foram atrás somente do que o suspeito falou, mas ninguém veio falar com a família”, acrescentou.

 

Leandro ainda afirmou que o assassino tinha a intenção de invadir uma creche do Município para cometer o crime, mas mudou de ideia e foi ao posto de saúde. “Ainda bem que não foi na creche, porque senão a tragédia seria ainda pior”.

 

Ele ainda repudiou o fato de alguns políticos se aproveitarem da situação para fazer politicagem em cima da tragédia. De acordo com ele, alguns agentes foram ao local com o intuito de se promover à custa do episódio. Lá, até mesmo uma discussão generalizada aconteceu.

 

“Vamos parar com isso. Não vamos aproveitar este momento para mexer com política, querer se promover. Querer colocar a culpa na Prefeitura ou Secretaria de Saúde não faz sentido. Ele podia ter invadido uma creche, um bar, um hospital, um restaurante... Ele é uma pessoa doente, de má índole e, infelizmente, aconteceu isso com minha irmã”.

 

Por fim, o médico pediu que as pessoas orem por Regy, que faleceu, e por Jaqueline, para que ela e o bebê se recuperem o mais rápido possível.

 

O crime

 

O crime aconteceu por volta das 14h desta quinta-feira na Unidade de Estratégia Saúde da Família (ESF), em Primavera do Leste (distante a 234 km de Cuiabá). 

 

A agente de saúde Regy Rouse Lopes de Oliveira, de 51 anos, foi ferida no tórax, chegou a ser atendida, mas morreu no hospital durante a noite. Já a médica, grávida de quatro meses, ficou ferida.

 

Veja:

 

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