O deputado federal José Medeiros (PL) classificou como "injusta" a cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), decidida pela Mesa Diretora da Câmara após o parlamentar faltar a 81% das sessões de 2025.
Para Medeiros, a perda do mandato foi uma aplicação automática de regras que ignorou o "serviço relevante" prestado por Eduardo nos Estados Unidos. Ele defendeu que a atuação do colega no exterior foi superior à de "todo o Senado" ao pautar debates como o projeto de anistia no Brasil.
Medeiros afirmou que a decisão reflete um ambiente de "perseguição política" contra os congressistas mais votados e alertou para um avanço gradual ao que chamou de "ditadura total". O parlamentar mato-grossense também criticou a cobertura da imprensa e a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciando que protocolará seu décimo pedido de impeachment contra um ministro da Corte, embora admita ceticismo quanto ao avanço da medida no Congresso.
"O que aconteceu com o Eduardo não é justo. No Brasil nós temos as pessoas que mais votação tiveram, todas sem mandato, por quê? Por causa de uma perseguição política. Isso é um absurdo. As coisas estão arrochando e daqui a pouco nós vamos estar numa ditadura total", disse à imprensa na última semana.
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