O desembargador Dirceu dos Santos, afastado do TJ-MT, seria o verdadeiro proprietário da pizzaria M.S. Comércio de Pizzas e Massas Pré-assadas, registrada formalmente em nome de uma “concubina” — termo usado para se referir a uma amante. Em 2019, o estabelecimento teria contabilizado lucro de R$ 800 mil.
A informação consta na decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou o afastamento do magistrado nesta segunda-feira (2), por suspeitas de venda de sentenças, nepotismo cruzado, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, autor da decisão, o detalhe foi revelado pela ex-esposa de Dirceu, Márcia Amâncio de Souza, durante o processo de divórcio do casal.
“[...] Márcia Amâncio de Souza afirmou que o desembargador é o real proprietário da empresa M.S. Comércio de Pizzas e Massas Pré-assadas, da qual não consta oficialmente como sócio. Conforme postulação deduzida em juízo, a empresa controlada indiretamente por Dirceu dos Santos teria contabilizado lucro da ordem de R$ 800 mil em 2019, estando registrada em nome de uma ‘concubina’”, diz trecho da decisão.
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