O padre João Bosco Penido Burnier, assassinado em 11 de outubro de 1976 por um policial militar em Ribeirão Cascalheira (antigo Ribeirão Bonito), teve sua certidão de óbito retificada pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) da ditadura brasileira.
A cerimônia, realizada na última quinta-feira (28), em Minas Gerais, estado natal de Burnier, teve como objetivo entregar as declarações de óbito retificadas de 63 pessoas assassinadas pela ditadura. O padre teve forte atuação em Mato Grosso, onde trabalhou como missionário da Prelazia de Diamantino e como coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), no Norte do Estado.
Ele foi morto durante uma reunião, na qual intercedia por três pessoas que haviam sido presas e torturadas pela polícia por motivos políticos. O padre foi alvejado com um disparo de revólver. A causa da morte, antes registrada como "acidente", após a retificação passou a constar como: “Morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política pelo regime ditatorial instaurado em 1964”.
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