O prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União), voltou a explicar o porquê sua família não gostou do apelido “Gilmarlândia”, dado informalmente a uma área onde se discute a possível criação de um novo município em Mato Grosso.
Segundo ele, o apelido - dado em referência ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), irmão do prefeito - pode passar uma imagem equivocada de arrogância da família.
“Foi uma brincadeira de uma coisa séria e que pode soar como soberba e arrogância, o que não faz parte da família. A gente é a favor do desenvolvimento. Foi uma brincadeira, acabou tomando uma dimensão nacional até por conta do ministro Gilmar ser uma figura nacional”, disse o prefeito.
“Mas isso é resolvido. O que a gente pensa o seguinte: se for possível vamos criar uma vila, um distrito, e que tem potencial de ter duas usinas, tem um grande lago, aproximadamente mil hectares, é quem sabe sonhar com uma cidade”, emendou.
A família do decano do STF é conhecida no Estado por terem juristas.
O apelido “Gilmarlândia” foi dado pelo megaprodutor rural Eraí Maggi, que possui propriedades na região, e quis homenagear o colega ministro que também tem propriedades na área.
Veja:
A ideia
A implantação do futuro município, segundo Eraí, serviria para atender as famílias de trabalhadores que atuam nas propriedades rurais do entorno. Segundo o gigante do agro, a ideia é levar serviços de educação, melhor infraestrutura, saúde, habitação e lazer.
A área da provável cidade será desmembrada dos municípios de Diamantino e São José do Rio Claro, a 150 Km ao Norte da cidade do ministro Gilmar, no entroncamento da MT-249 e MT-010, onde foi construída uma usina, próximo a um rio.
A ideia ainda não foi elaborada oficialmente, nem aos legislativos municipais, nem ao estadual.
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