Cuiabá, Sábado, 4 de Abril de 2026
ALVO DE OPERAÇÃO
09.02.2024 | 14h28 Tamanho do texto A- A+

Empresário alega "ansiedade generalizada" e é solto pela Justiça

Ele é acusado de participar de esquema de tráfico de drogas em larga escala e lavagem de capitais

Olhar Direto

O empresário Marlon Pezzin, que foi solto pela Justiça do Alagoas

O empresário Marlon Pezzin, que foi solto pela Justiça do Alagoas

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A Justiça de Alagoas determinou nesta sexta-feira (9) a soltura do empresário José Clóvis Pezzin de Almeida, conhecido como Marlon Pezzin, por questão de saúde.

 

Ele foi preso no último dia 1º, em Cuiabá, em uma megaoperação contra um esquema de tráfico de drogas em larga escala e lavagem de capitais. A ação, denominada Hades, foi deflagrada pela Polícia Civil do Alagoas.  

 

A defesa do empresário alegou nos autos que ele se encontra em tratamento médico por transtorno de ansiedade generalizada e transtorno afetivo bipolar desde maio de 2023, necessitando fazer uso de medicamentos.

 

Na decisão, a Justiça destacou que o acusado aparentemente praticou crimes de elevada gravidade, mas o fato de ter transtorno de ansiedade generalizada e transtorno afetivo bipolar, acaso não tratados adequadamente, poderão trazer complicação de sua saúde.

 

“Especificamente no caso dos autos, este juízo poderia manter a segregação cautelar do réu e determinar o tratamento de saúde necessário. Contudo, essa autorização poderia desequilibrar a política sanitária adotada pelo sistema penitenciário, mediante o ingresso de medicamentos que não se sabe ao certo onde foi manipulado, gerando insegurança e desconforto aos profissionais do presídio”, diz trecho da decisão.

 

“Além do mais, não podemos simplesmente presumir que se trata de algo de pouca ou nenhuma importância, impedindo que este possa buscar tratamento adequado, ciente de que em caso de falsidade das informações ou mesmo inexistência de gravidade do seu estado de saúde, poderá voltar à prisão”, diz outro trecho.

 

Conforme a decisão, Pezzin terá que cumprir algumas medidas cautelares, entre elas não frequentar bares, boates, casas de show e congêneres e não manter contato com os demais acusados.

 

Operação Hades

 

Ao todo, a operação cumpriu 307 ordens judiciais em 17 estados. Foram 79 mandados de prisão e 228 de busca e apreensão.

 

Além de Marlon, outras duas pessoas de Mato Grosso também foram alvos de mandado de prisão na operação.

 

Os policiais ainda cumpriram 10 mandados de busca e apreensão  nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Chapada dos Guimarães.

 

Segundo a Polícia Civil do Alagoas, o trabalho investigativo começou em março de 2021 pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), para apurar a movimentação criminosa de quatro pessoas, sendo dois casais, em atividades ilícitas.

 

A Polícia identificou que os casais lideravam duas organizações de forma independente: uma em Alagoas e outra no Pará.

 

Havia, no entanto, pontos em comum, como membros das mesmas facções criminosas e um esquema sofisticado de lavagem dinheiro.

 

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COMENTÁRIOS
2 Comentário(s).

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Brener dias   09.02.24 15h04
Vergonha dessa justiça !
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Graci Miranda  09.02.24 14h54
É moda? dizer está doente?
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