Cuiabá, Sábado, 4 de Abril de 2026
PRESO EM OPERAÇÃO
02.02.2024 | 16h02 Tamanho do texto A- A+

Empresário alegou insanidade em ação por suposta agressão à ex

Exame foi autorizado pelo juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, em novembro do ano passado

Olhar Direto

O empresário Marlon Pezzin, que foi preso nesta quinta em Cuiabá

O empresário Marlon Pezzin, que foi preso nesta quinta em Cuiabá

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A Justiça de Mato Grosso autorizou que o empresário José Clóvis Pezzin de Almeida, conhecido como Marlon Pezzin, seja submetido a exame de sanidade mental no processo em que é réu por lesão corporal contra a ex-namorada em Cuiabá.

Designada a data do exame, intime-se o réu, para que se apresente no dia, hora e local indicado para realização do exame

 

Pezzin foi preso nesta quinta-feira (1) em uma megaoperação contra um esquema de tráfico de drogas em larga escala e lavagem de capitais. A ação, denominada Hades, foi deflagrada pela Polícia Civil do Alagoas.  

 

O empresário é acusado de ter agredido com socos a então namorada em uma residência no Bairro Santa Marta, em março de 2022.  

 

A realização do exame foi determinada pelo juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, em novembro do ano passado. Não há informação se o exame já foi realizado.

 

O magistrado atendeu um pedido da defesa de Pezzin, alegando que ele sofre de distúrbios psiquiátricos e faz uso controlado de remédios.

 

Segundo a defesa, no dia dos fatos, ele teria ingerido bebida alcoólica, "o que pode ter potencializado o efeito da medicação levando inclusive o acusado à total privação da capacidade de compreensão do caráter ilícito de sua conduta, pois como narrado pelo acusado após o surto ele não se lembra de nada, indicando que houve o rompimento do seu contato com a realidade".

 

O objetivo da defesa é que seja reconhecido a inimputabilidade do acusado. 

 

Na decisão, o juiz oficiou o diretor do Instituto Médico Legal (IML) para que este informasse em cinco dias a data para realização do exame do réu.

 

Ele também fixou prazo de 45 dias, contados da data da realização do exame, para apresentar o laudo pericial.

 

“Designada a data do exame, intime-se o réu, para que se apresente no dia, hora e local indicado para realização do exame. Conste no mandado a advertência de que o requerido deverá estar acompanhado de um familiar ou de uma pessoa de seu convívio, em condições de informar sobre sua história de vida”, consta na decisão.

 

O caso

 

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi socorrida pelas amigas e encaminhada, com vários hematomas no rosto e corpo, ao Hospital Santa Rosa.

 

Imagens divulgadas na época mostram vermelhidão nas bochechas e o olho roxo, além de vários hematomas no braço.

 

O empresário ficou cerca de um mês preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

 

Outros casos 

 

Em 2021, ele se envolveu em confusão em uma boate da Capital e foi acusado de dar um soco em uma mulher.  

 

Na ocasião, Pezzin ainda teria sacado uma arma e atirado pelo menos oito vezes em várias direções da Avenida Isaac Póvoas, antes de fugir do local.

 

Em janeiro deste ano, Pezzin se envolveu em um acidente durante um suposto racha na Estrada da Guia. Ele conduzia um Porsche amarelo e colidiu na traseira de um veículo Volkswagen Fox, conduzido por Gabriel de Paula Parabas Feitosa, de 20 anos, qe está internado em estado grave no Hospital Municipal de Cuiabá. 

 

Operação Hades

 

Ao todo, a operação cumpriu 307 ordens judiciais em 17 estados. Foram 79 mandados de prisão e 228 de busca e apreensão.

 

Além de Marlon, outras duas pessoas de Mato Grosso também foram alvos de mandado de prisão na operação.

 

Os policiais ainda cumpriram 10 mandados de busca e apreensão  nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Chapada dos Guimarães.

 

Segundo a Polícia Civil do Alagoas, o trabalho investigativo começou em março de 2021 pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), para apurar a movimentação criminosa de quatro pessoas, sendo dois casais, em atividades ilícitas.

 

A Polícia identificou que os casais lideravam duas organizações de forma independente: uma em Alagoas e outra no Pará.

 

Havia, no entanto, pontos em comum, como membros das mesmas facções criminosas e um esquema sofisticado de lavagem dinheiro.

 

Leia mais: 

 

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