A Justiça negou recurso do empresário Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, que tentava anular a decisão que autorizou a extração de dados telemáticos no âmbito da Operação Mantus.
A decisão é assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta quarta-feira (13).
Deflagrada em 2019 pela Polícia Civil, a Mantus desarticulou dois grupos acusados de exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso. Giovanni, que chegou a ser preso na época, é acusado de chefiar o grupo denominado "Colibri". Em relação a Arcanjo, a denúncia foi trancada por falta de provas.
No recurso, o empresário alegou que a decisão é "ilegal", uma vez que, seria uma “carta branca” para a autoridade policial extrair dados celulares de quaisquer indivíduos que fossem presos em flagrante praticando a contravenção penal.
Na decisão, o juiz explicou que houve, sim, delimitação na extração de dados telemáticos em que a autoridade policial foi autorizada pela Justiça.

"Note, não se trata de possibilidade irrestrita de quebra de sigilo, visto que as diligências solicitadas visavam o alcance de número exíguo de pessoas, no caso, os próprios investigados nesta operação", escreveu Jean Garcia.
"Desta forma, ausente a possibilidade de reconhecimento de nulidade no que concerne à questão suscitada, rejeito a referida preliminar", completou.
A Mantus
Além da "Colibri”, outro grupo desarticulado foi o Ello/FMC, supostamente liderado pelo empresário Frederico Muller Coutinho.
Segundo as investigações, os dois grupos disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado,.
Os investigados respondem pelos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.
O processo em fase de audiência de instrução e julgamento.
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