Cuiabá, Sábado, 4 de Abril de 2026
JOGO DO BICHO
13.03.2024 | 16h00 Tamanho do texto A- A+

Genro de Arcanjo alega decisão “ilegal”, mas juiz mantém provas

Giovanni tentava anular provas usadas em extração de celular; ele foi alvo da Operação Mantus

Rodinei Crescêncio

O empresário Giovanni Zem, que teve recurso negado pela Justiça

O empresário Giovanni Zem, que teve recurso negado pela Justiça

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A Justiça negou recurso do empresário Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, que tentava anular a decisão que autorizou a extração de dados telemáticos no âmbito da Operação Mantus.

 

A decisão é assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta quarta-feira (13).

 

Deflagrada em 2019 pela Polícia Civil, a Mantus desarticulou dois grupos acusados de exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso. Giovanni, que chegou a ser preso na época, é acusado de chefiar o grupo denominado "Colibri". Em relação a Arcanjo, a denúncia foi trancada por falta de provas.

 

No recurso, o empresário alegou que a decisão é "ilegal", uma vez que, seria uma “carta branca” para a autoridade policial extrair dados celulares de quaisquer indivíduos que fossem presos em flagrante praticando a contravenção penal.

 

Na decisão, o juiz explicou que houve, sim, delimitação na extração de dados telemáticos em que a autoridade policial foi autorizada pela Justiça.

 

Não se trata de possibilidade irrestrita de quebra de sigilo, visto que as diligências solicitadas visavam o alcance de número exíguo de pessoas

"Note, não se trata de possibilidade irrestrita de quebra de sigilo, visto que as diligências solicitadas visavam o alcance de número exíguo de pessoas, no caso, os próprios investigados nesta operação", escreveu Jean Garcia

 

"Desta forma, ausente a possibilidade de reconhecimento de nulidade no que concerne à questão suscitada, rejeito a referida preliminar", completou. 

 

A Mantus

 

Além da "Colibri”, outro grupo desarticulado foi o Ello/FMC, supostamente liderado pelo empresário Frederico Muller Coutinho.

 

Segundo as investigações, os dois grupos disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado,.

 

Os investigados respondem pelos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

 

O processo em fase de audiência de instrução e julgamento.

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