As verbas indenizatórias, somadas às vantagens eventuais que os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso recebem, devidamente legalizadas, multiplicaram em três vezes o valor do salário de alguns magistrados, no mês de agosto.
Entre os desembargadores que tiveram o salário paradigma acrescido em mais de 300% está o desembargador Guiomar Teodoro Borges.
De acordo com informações do site do Tribunal de Justiça, o magistrado tem um salário paradigma de R$ 25.323,51 e recebeu um salário bruto de R$ 96.604,64, em agosto.
Desse valor, R$ 11.817,64 foram referentes às indenizações. Essas indenizações são de auxilio moradia, além de outras parcelas dessa natureza.
No pagamento também constam R$ 2.785,59 de vantagem pessoal e quase o dobro do salário, R$ 56.977,80 de vantagem eventual.
As vantagens eventuais, conforme informações do site do Tribunal, podem ser pagas quando o magistrado fizer jus às verbas do abono constitucional de um terço de férias, indenizações de férias, décimo terceiro salário, entre outros benefícios.
O ex-presidente do Tribunal, Rubens de Oliveira e o desembargador Luiz Carlos da Costa, também tiveram subsídio acima de R$ 90 mil, no mês de agosto.
Cada um teve um salário bruto de R$ R$ 94.119,00, sendo desse valor R$ 56.977,80 de vantagens eventuais, mais R$ 11. 817,64 de indenizações.
Já o salário do presidente do Tribunal, desembargador Orlando de Almeida Perri, foi de R$ 84.242,89.
Segundo os dados do Tribunal de Justiça, o presidente recebeu R$ 11.817,64 de indenizações, R$ 2.785,51 de vantagem pessoal e quase o dobro do salário, R$ 44.316,15 de vantagem eventual.
Outro ladoA reportagem tentou contato com a Assessoria de Imprensa do TJ, para obter informações sobre as vantagens eventuais recebidas.
Até a edição desta reportagem, no entanto, não foi dado nenhum retorno por parte do Tribunal.