Diferente da distopia de Aldous Huxley, publicada em 1932, os avanços científicos e tecnológicos estão promovendo à nossa geração e às futuras um mundo literalmente utópico, inimaginável há três décadas.

Na década de 60 do século 20, a maior preocupação dos grandes pensadores, autoridades e cientistas de todo o mundo era a explosão populacional e, consequentemente, a fome. Como produziríamos alimentos suficientes para suprir toda a demanda na virada do século — mais precisamente no ano 2000?
E, em meio a toda essa angústia, existia o temor de uma guerra nuclear!
O instinto natural de sobrevivência da raça humana nos guiou a realizar esforços conjuntos nas mais diversas áreas do conhecimento para buscar soluções. Desenvolver tecnologias e métodos que garantissem que o caos previsto fosse evitado.
Agora, em 2025, seis décadas e meia depois, não só conseguimos produzir alimentos para atender a toda a necessidade atual, mas, com certeza, das próximas seis gerações.
A tecnologia no campo hoje é realmente fantástica.
Só pontuando que, na década de 60, a população mundial girava em torno de 3 bilhões de habitantes. Hoje, já passa de 8 bilhões. Esse crescimento populacional foi, de fato, uma explosão de proporções nucleares. Olha que a raça humana já faz um tempo que habita este planeta.
Mas o admirável não é somente o avanço da tecnologia na produção de alimentos, mas em todos os setores.
Eu, nascido na década de 70, só fui assistir à televisão pela primeira vez aos 10 anos de idade. Sou fruto de uma geração que testemunha uma transição surreal, pois, com o salto quântico, o 6G, iremos assistir de camarote e, pasmem, usufruir de algo que nem nas melhores e mais criativas obras de ficção científica era imaginado.
O ponto de reflexão, o dilema, ou, numa linguagem popular, o bode na sala, é como gerar energia para toda essa tecnologia já existente — e para a que está surgindo num horizonte muito próximo.
E o desafio fica ainda maior quando se trata de gerar energia limpa, já que o petróleo e o carvão são recursos escassos e altamente poluentes, e as usinas nucleares, além do alto risco, são inviáveis financeiramente, a exemplo dos projetos de Angra 1 e 2.
O Brasil possivelmente deve ser um dos países com o maior potencial de produção de energia hídrica e solar e, assim como na produção agrícola, podemos ser líderes neste segmento também. Lembrando que o Brasil não utiliza nem um terço do seu potencial hídrico.
Mas o que mais tem me chamado a atenção, que é realmente deslumbrante, é a geração de energia à base de hidrogênio verde.
O hidrogênio é o elemento químico mais abundante da existência. Está presente no nosso corpo, no ar que respiramos, na água que bebemos, nas plantas e nos animais, nas estrelas e nos planetas que compõem o universo.
O mais divino disso tudo é que anos e anos de pesquisas e investimentos já se tornaram uma realidade acessível e economicamente viável.
É... meus irmãos e minhas irmãs, em verdade eu vos digo, não é coisa da Marvel, estamos vivenciando mesmo um admirável novo mundo.
Rodrigo Rodrigues é empresário, jornalista e graduado em gestão pública.
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