A corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso, com foco nos cargos majoritários (governador e Senado) e proporcionais (deputados federais e estaduais), já apresenta um cenário de forte movimentação política, considerando o contexto mais recente disponível até janeiro de 2026.
Há um acirramento evidente nas disputas pelos cargos majoritários, especialmente em razão da presença de nomes de grande peso político concorrendo a apenas uma vaga para governador e vice-governador.
No caso do Senado, o quadro é diferente: cada eleitor poderá votar em até dois candidatos, o que naturalmente amplia as chances de composição e abre espaço para uma segunda vitória.
Dessa forma, a disputa majoritária em Mato Grosso ganha contornos de alta competitividade, impulsionada pelo número expressivo de postulantes aos cargos, todos com reais possibilidades e condições de alcançar seus objetivos.
Para o Governo do Estado, as pesquisas e sondagens mais recentes indicam um cenário bastante equilibrado entre os principais nomes cotados para disputar o Palácio Paiaguás.
Até o momento, destacam-se o senador Wellington Fagundes (PL) e o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que poderá assumir o comando do Estado caso o governador Mauro Mendes (União Brasil) decida deixar o cargo para concorrer a uma vaga no Senado.
Outro nome relevante no tabuleiro político é o do senador Jayme Campos (União Brasil), representante de uma das forças políticas mais tradicionais do Estado.
Entre os postulantes, surge ainda a médica e empresária Natasha Slhessarenko (PSD), que se apresenta como um perfil de renovação e alternativa à velha política mato-grossense.
É importante ressaltar que o cenário descrito representa apenas um retrato momentâneo.
O dinamismo da política e a capacidade de articulação de cada pré-candidato poderão alterar significativamente o quadro nos próximos meses.
Fatores como formação de alianças partidárias, apoio de lideranças regionais e capacidade de agregação serão determinantes para consolidar projetos e candidaturas.
Outro ponto que influencia, e muitas vezes desagrada aos menos bem posicionados, são as pesquisas eleitorais, que acabam impactando diretamente a percepção do eleitor e, consequentemente, o desempenho dos candidatos.
Além disso, apoios nacionais e movimentos de bastidores podem interferir no desempenho dos postulantes aos cargos majoritários.
Por fim, vale lembrar: o momento ainda é de prévia e movimentação estratégica.
Com a chegada do Carnaval, a política deve entrar em um breve recesso informal. No entanto, é certo que, mesmo em meio ao lazer, os pré-candidatos aproveitarão cada oportunidade para se aproximar do eleitorado, unindo folia e articulação em busca de votos.
Licio Antonio Malheiros é jornalista e Geógrafo.
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